quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A Diferença entre Ninjas e Samurais

                  A Diferença entre Ninjas e Samurais



Os Samurais serviam como soldados da aristocracia do Japão entre 1100 e 1867. Com a restauração Meiji a sua era, já em declínio, chegou ao fim. Sua principal caracteristica era a grande disciplina, lealdade e sua grande habilidade com a Katana.

Um termo mais apropriado para Samurai é Bushi (武士) (significando literalmente "guerreiro ou homem de armas") que era usado durante o período
Edo. No entanto, o termo "Samurai" refere-se normalmente à nobreza guerreira e não por exemplo à infantaria alistada. Um Samurai sem ligações a um clan ou Daimyo era chamado de Ronin (literalmente "homem-onda"). Ronin são também Samurais que largaram a sua honra ou aqueles que não cumpriram com o Seppuku, que significa dividir a barriga, de modo a repôr a honra do seu clan ou família. Samurais ao serviço do Han eram chamados de Hanshi.

Era esperado dos Samurais que eles não fossem analfabetos e que fossem cultos até um nível básico, e ao longo do tempo, durante a era Tokugawa (também chamada de período Edo), eles perderam gradualmente a sua função militar.

Pelo fim da era Tokugawa, os Samurais eram burocratas aristocráticos ao serviço dos Daimyo, com as suas espadas servindo para fins cerimoniais. Com as reformas da era Meiji, no final do século XIX, a classe dos Samurais foi abolida e foi estabelecido um exército nacional ao estilo ocidental. O rígido código Samurai, chamado Bushido, ainda sobrevive, no entanto, na atual sociedade japonesa, tal como muitos outros aspectos do seu modo de vida.


Ninjas

Eram membros de uma organização secreta mercenária de infiltração, no Japão feudal do século XIV. Seus trabalhos envolviam espionagem, assassinato, sabotagem, dentre outros.

Ninjas seguiam um código de conduta, o Ninpo. Atualmente existem pessoas que praticam uma arte marcial baseada nas técnicas dos Ninjas, o Ninjutsu.

As espadas Ninja, conhecidas por Ninja-To, eram devidamente adaptadas a suas técnicas. Ao contrário da espada Samurai, a Ninja-To possuía a lâmina reta, para que o seu ocultamento fosse facilitado e para que ela produzisse menos ruídos ao ser usada.

Além das espadas, os Ninjas utilizavam também vários outros equipamentos e armas, que eram importantes recursos em suas missões. A Kaginawa, ou corda com gancho, era muito utilizada para ultrapassar muros e similares. Alguns loucos do pão facilitavam a prática da escalada e posteriormente vieram a ter outras utilidades, como, por exemplo, servir de arma e instrumento de defesa. Algumas escolas usavam bombas de fumaça para facilitar suas fugas.

Shakens ou Shurikens, as conhecidas "estrelas Ninja", também eram utilizadas largamente. O Shinobi Shozoku, ou uniforme Ninja, tinha por função camuflar o Ninja no ambiente, de modo a facilitar a sua "invisibilidade". Assim sendo, na maioria das vezes ele era totalmente preto, pois os Ninjas costumavam trabalhar à noite.

Um fato curioso é que também havia mulheres Ninja, denominadas Kunoichi. Entre outras vantagens características delas, as mulheres Ninja usavam a sedução no trabalho, pois além de seu treinamento normal junto com seus companheiros do sexo masculino, também recebiam treinamento especial na arte da sedução, na arte de elaboração e aplicação de venenos e usavam o Tessen (leque) com lâminas de metal, assim como as das espadas. Atuavam combatendo ou seduzindo homens de alto poder político; com a sedução elas conseguiam maior facilidade em obter as informações secretas de que precisavam.

Os Ninjas não trabalhavam por interesses pessoais, eram contratados por senhores feudais para executar serviços de sabotagem, assassinato ou apenas espionagem, seu código de honra impedia que ele fosse capturado vivo, para evitar tortura e a revelação dos interesses daquele que o contratou, sendo assim, o Ninja cometia suicídio.

A arte dos Ninjas é denominada Ninjutsu. O Ninjutsu é talvez a mais complexa e completa de todas as artes marciais, pois possui vários ramos e técnicas específicas para determinadas situações, o que o torna muito difícil de se definir. Atualmente, 9 escolas tradicionais de Ninjutsu estão reunidas numa organização mundial que se denomina Bujinkan (Organização do Deus Guerreiro) que tem como Soke (Grande Mestre) Masaaki Hatsumi, perfazendo uma tradição de mais de 3000 (três mil) anos que, segundo a tradição, foi iniciada pelo Soke Daisuke Shima (Togakure). Cada escola tem as suas peculiaridades e preferências por determinados estudos. Entre as inúmeras técnicas do Ninjutsu, estão: a arte da invisibilidade, luta desarmada e armada (envolvendo o manejo de espada, bastão, lança, armas com corrente e outras mais exóticas), pressão de pontos vitais (o que podia levar o adversário a dores insuportáveis ou até mesmo à morte), técnicas especiais de fuga, métodos de caminhar silenciosamente, escalada de obstáculos, luta dentro d'água, envenenamento, hipnose, treinamento de flexibilidade das juntas (o que facilitava fugas de amarras) e, finalmente, a arte dos disfarces, que envolvia também técnicas de dramatização, o que possibilitava o Ninja se passar por outras pessoas.

Apesar da tradição de 3000 anos, as primeiras aparições
Ninja vão ocorrer, no Japão, a partir do séc. VI até a era Meiji, no séc. XIX, a utilização desses agentes como espiões foi aos poucos diminuindo e adentrando, novamente nas brumas da história, para renascerem mais tarde, por exemplo, durante a Guerra Russo-Nipônica em 1905 e no período que marca a Segunda Grande Guerra 1939-1945. Um registro importante é que, enquanto os Samurais ainda procuravam entender a eficiência das armas de fogo levadas ao japão pelos portugueses, os Ninja de pronto já incluiram essas armas em seu arsenal e passaram a utilizá-las em suas operações. Fato é que os Ninja, com a restauração Meiji, foram integrados às forças policiais e militares do Japão e isso ocorre até hoje, não só no Japão, mas no mundo, porquanto o Ninjutsu já é uma arte marcial espalhada pelo planeta e utilizado em larga escala pelos organismos estatais que necessitem silêncio e eficiência em suas operações. O universo Ninja ainda é tema constante na indústria do entretenimento japonês, sendo explorado nos games, mangás e desenhos animados. Com certeza o que mais fascina o ocidental nesses formidáveis guerreiros é o mistério que os cerca, mistérios milen

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

切腹 Seppuku

切腹
Seppuku
seppuku

O Seppuku (切腹) ou popularmente chamado de Harakiri (腹切り) é o termo formal para o ritual de suicídio. O termo significa literalmente cortar a barriga, estômago ou estripamento. Era cometido, na maioria, por guerreiros, principalmente os Samurais, mas, também por outras classes. O Seppuku Foi um aspecto desenvolvido no Japão feudal (1192-1868) e está intimamente ligado ao 武士道 Bushidô ou Caminho do guerreiro, um conjunto de códigos de éticas desses guerreiros. A origem de ambos está conectada fundamentalmente aos principais segmentos religiosos que influenciaram a cultura nipônica, Budismo, Shintoísmo e ao Confucionismo, e antes do aparecimento do Samurai como uma classe de guerreiro profissional, era totalmente estranha ao japonês.
Herdou o alento ao se encarar a morte e o desapego pelas questões materiais do Budismo, a lealdade ao senhor feudal, a relação com a sociedade e a importância da família do Confucionismo e o respeito para com a natureza, local de origem, com o feudo e a estima pela essência, o espírito, que há em tudo do Shintoismo.
O Seppuku podia ser feito para recuperar a honra pessoal ou limpar o nome da família, caso essa honra fosse perdida em alguma atitude indigna, evitar ser capturado em campo de batalha ou por pura lealdade ao 大名 Daimyô e acompanhá-lo eternamente.
葉 隱 No livro Hagakure "Escondido pelas Folhas" ou "Folhas Escondidas", escrito por um Samurai do século XVII, 山本常朝 Tsunetomo Yamamoto, a aceitação resoluta da morte fica clara no trecho: "Descobri que o caminho do Samurai é a morte".
seppuku2Dois exemplos claros dessa atitude considerada digna de um guerreiro que segue o Bushidô são visto em relatos de duas épocas distintas. No primeiro Seppuku documentado da história, praticado por 源 頼政 Minamoto No Yorimasa no século XII, até o de 三島由紀夫 Yukio Mishima no século XX, o suicídio por "estripamento", constitui um gesto limítrofe e distintivo do código samuraico.
Existem outros relatos históricos de crianças, adolescentes, mulheres e grupos numerosos de Samurais praticando o Seppuku quando o Bushidô o exigia. Mas, a prática do Seppuku se tornou um privilégio do Samurai, ele tinha o direito de usá-lo para se desagravar de uma injustiça, para manter sua honra ou simplesmente para sugerir o caminho correto ao seu superior.
Quando o Samurai estava no campo de batalha, eles freqüentemente cometiam o Hara Kiri rapidamente, sem muita preparação formal. Mas, em outras ocasiões, como por exemplo, quando era ordenado pelo senhor feudal ou Shogun, o Seppuku era uma cerimônia muito formal, enquanto requeria certa etiqueta, testemunha e preparação considerável.
Era um ritual que seguia sempre a mesma ordem: o Samurai banhava-se para purificar seu corpo e a sua alma. A seguir vestia a roupa específica do Seppuku, totalmente branca, tomava uma xícara de saquê, sempre em dois goles, e a seguir escrevia um ou dois poemas de despedida. Então deveria ajoelhar-se e pegar o tanto-seppukuTantô, Wakizashi ou um punhal, previamente preparado, para enfiar na barriga, no lado esquerdo, e cortá-la então, até o lado direito deixando assim as vísceras expostas para mostrar sua pureza de caráter. O Seppuku era horrivelmente doloroso, mas o Samurai, de acordo com o seu código de honra, não podia demonstrar dor ou medo ao realizá-lo.
harakiri1No mundo dos guerreiros, o seppuku era um feito de bravura que era admirado em um Samurai que sabia haver sido derrotado, caído em desgraça ou mortalmente ferido. Significava que ele poderia terminar seus dias com os seus erros apagados e sua reputação não apenas intacta como engrandecida. Porém, o corte do abdômen liberava o espírito do samurai da forma mais dramática, sendo uma forma extremamente dolorosa, lenta e desagradável de morrer. Não raro, o Samurai, após abrir o ventre, permanecia vivo por horas ou mesmo dias, esvaindo-se em sangue e ao mesmo tempo sentindo uma dor indescritível. Por isso, algumas vezes o Samurai tinha a permissão de pedir a um companheiro leal que fosse seu assistente e lhe cortasse a cabeça antes que esta pendesse ou que demonstrasse não estar mais suportando a dor.
Kaishaku2O 介錯者 Kaishakunin ou mediador do suicídio, ficava em pé ao lado para executar o 介錯 Kaishaku, um corte no qual o guerreiro seria quase decapitado, então. A manobra deveria ser feita na forma conhecida como 抱首 Dakikubi (pescoço abraçado), na qual o corte tinha que manter uma porção fina da carne prendendo a cabeça, de forma que ficasse pendurada na frente como se abraçasse a mesma. Por causa da precisão necessária para tal manobra, o auxiliar deveria ser um espadachim qualificado. Normalmente o Dakikubi acontecia assim que o punhal fosse mergulhado no abdômen. Eventualmente até mesmo a lâmina foi desnecessária e o Samurai poderia usar algo simbólico como um leque e isto acionaria o golpe mortal do Kaishakunin. O leque foi usado quando o Samurai era muito velho para usar a lâmina, ou em situações onde era muito perigoso dar-lhe uma arma em tais circunstâncias.
O Kaishukunin normalmente era, mas não sempre, um amigo. Se um guerreiro derrotado tivesse lutado com honra e astúcia, o oponente podia saudar a sua coragem oferecendo agir como o seu Kaishakunin.
Não é fácil ao ocidental compreender essa capacidade de sacrifício do Samurai, sobretudo quando, sabidamente, e num grau pelo menos tão elevado quanto o de qualquer ocidental, o Samurai prezava, a despeito de sua frugalidade espartana, os prazeres e valores da vida. Até mesmo, aos próprios orientais é difícil explicá-la.
O samurai não vivia única e eternamente em batalhas e duelos. Sob tais condições é uma verdade segura e cristalina que o destemor da morte e a disposição ilimitada de perder a vida são as precondições para salvá-lo. Em tais casos, a disposição de morrer se confunde com a coragem ilimitada, a bravura produzida pela eliminação total do medo. Entretanto, além de um guerreiro em situações de batalha, onde tais virtudes lhe davam um valor militar reconhecido por todos seus adversários, o Samurai, como homem, exercia outras funções e em todas elas não perdia de vista o seu caminho, o Bushidô:
"O bushido é morrer. Se mantiveres teu espírito correto da manhã à noite, acostumado à idéia da morte e resoluto perante ela, e se te considerares com um corpo morto, unificando-te desta forma com o caminho do guerreiro, poderá passar pela vida sem possibilidades de falhares, desempenhando-te corretamente tuas funções"
Diz o Hagakure precisamente, "viver consiste em morrer. Em se estar preparado para a morte. Para morrer como um homem. Um homem se reconhece de dar sua vida. Não apenas numa batalha, mas em tudo aquilo que faz. Não apenas na morte - que, para um guerreiro, sobretudo, pode ser o ponto mais alto ou mais baixo de sua vida - mas a cada instante e ato de sua vida."
Tal entendimento se filia a um dos preceitos enunciados no "Regulamento" do Daimyô 加藤 清正 Katô Kiyomasa quando sentencia: "Em tudo o que um homem faça deve ter posto o seu coração".
É indiscutível, comenta 古川哲史 Furukawa Tesshi buscando o sentido essencial do Bushidô - que "todo ser humano contém em sua constituição um limite supremo que o solicita constantemente (...). Na proporção da intensidade e sinceridade com que um indivíduo corresponde às solicitações desse limite supremo, suas possibilidades são ampliadas e enriquecidas. Um homem pode ampliar e enriquecer as possibilidades de sua existência ao máximo, morrendo a cada manhã, a cada tarde, a cada instante, isto é, mantendo-se permanentemente de frente com o limite máximo de sua existência no mundo" - que é a morte.
Aqui chegamos, como freqüentemente sucede ao analisarmos as formulações aparentemente antípodas da sabedoria nipônica, ao encontro e solução dos contrários.
É algo bastante conhecido, e igualmente misterioso para o entendimento ocidental corrente, que um dos homens que mais amou a vida, seus encantos e seus valores, dos mais simples aos mais elevados, haja indicado a morte como o verdadeiro caminho da vida. Cristo disse: "Aquele que estiver ansioso por salvar sua vida a perderá e o que estiver disposto a perdê-la a salvará".

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Por mais diversos, ou até opostos como podem ter sido e foram seus caminhos, o mártir cristão e o grande samurai concordavam com a relação ao preceito ético supremo de uma vida exemplar; não achará a vida quem não buscar a morte, ou mais brandamente enunciado: quem em qualquer causa e ato em que empenha não estiver disposto a dá-la.

Japão: A terra da árvore - 三心の型 Sanshin No Kata Forma do espírito de três corações

Japão: A terra da árvore - 三心の型 Sanshin No Kata
Forma do espírito de três corações


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Um monge disse uma vez: "Centenas e milhares de folhas crescem de uma raiz".
Claramente falando, o monge estava dizendo que mesmo uma árvore gigante com pequenos galhos e milhares de folhas provêm de uma semente. Sem a semente nenhuma árvore crescerá. A árvore gigante depende para seu crescimento de um sistema de raízes.
Decidi ter uma conversa com a árvore gigante. Segue a conversa entre a árvore e eu:
"Olá, grande árvore! Quantos anos têm?”.
"Não tenho idéia. Existem tantos anéis anuais em meu corpo que me dificulta contá-los”.
"É possível. Recordas quando era pequenina?”.
"Sim, recordo-me comendo deliciosos Nitratos, Ácidos fosfóricos e Potássio, todas as boas matérias que me ajudaram a crescer forte e grande”.
“Bem, grande árvore, para nós artistas marciais, temos um ensinamento do espírito de três corações (Sanshin No Kata). Esses ensinamentos estão baseados em que o espírito de uma criança de três anos está com um homem, mesmo que tenha cem anos. Nós reconhecemos a importância da primeira infância e guardamos como um tesouro esses importantes anos, quando se vive ignorante do ego, da independência e da consciência”.
“Esse Sanshin No Kata descreve-se em uma seção dos ensinamentos secretos do Gyokko Ryû, que ensina princípios que temos que aprender por nós mesmo com o espírito de três anos, não esquecendo o espírito incluso ainda que pensem que realizam essas técnicas”.
"Ei, que é isso?" - pergunta a grande árvore.
“Bom, posso mostrar-te o 型 Kata. Este Kata representa o sentimento mais importante como artista marcial. São movimentos muitos simples, coisas que fazemos intrínsecos e naturalmente. O fundamento do Sanshin No Kata é artístico, porém também muito singelo. O movimento do seu corpo enquanto o faz é bastante diferente que os movimentos do Kihon Happô”.
Há um total de dez Kata: cinco para a parte direita e outros cinco para a esquerda. Esses dez Kata também são chamados de 初心五型 Shoshin No Kata no 伝承 Denshô. Os cincos Kata estão classificados como os cinco elementos da natureza, que são Terra, Água, Fogo, Vento (Ar) e Vazio.
“Pelo treinamento desses 5 Kata, um estudante começa a reconhecer os 5 elementos e a verdade da natureza”.
Após mostrar os Katas, minha conversação com a árvore continua:
“Move-te de forma muito natural” – sussurra a árvore.
“Exato, contesto. O ponto deste Kata é mover-se naturalmente. Muitos de nós esquecemos a importância de ser simples e natural hoje em dia. Ouso demasiado acerca de cinzas letais, chuvas ácidas e outras contaminações do ar que é o resultado do dano que agente faz na natureza”.
“Eu sinto amigo árvore, sinto que nós tenhamos causado todos esses males. Por isso e que tento difundir o Budô a tanta gente como seja possível para que nós possamos preservar a Natureza. Quero formar um circulo maior de 武友 Buyu (amigos de artes marciais) que cuidem da Natureza. O Budô nos ensina a fluir com a natureza, não contra ela”.
“Se o fazem assim, nós as árvores podemos continuar satisfazendo-lhes com mais oxigênio”.
“Muita grato, eu aprecio sua ajuda. Tenho muito que fazer, tal como conscientizar as pessoas de suas ações destrutivas e que devem parar para que sejam melhores seres humanos. Minha vocação também me diz que devo elevar a relação de instrutor e estudante ao nível de Buyu, para que sejamos todos amigos, com nada de inferior ou superior ao outro. Essas coisas são muito difíceis de alcançar”.
“Posso entender seu desespero, 宗家 Sôke. Quando a gente cresce tendemos a mudar e separar-se para seguir o próprio caminho. Os animais se separam por si mesmo de seus pais e as folhas caem de nós, árvore. Assim é a lei natural. Quando crescemos e encontramos nossa própria identidade, mudamos e saímos de nosso lugar de origem onde fomos criados”.
“Isto é inevitável meu majestoso amigo. Há quatro estações no Japão e nós apreciamos a beleza de cada uma delas. Essa beleza aumenta especialmente no tempo de mudança estacional. Há tristeza e solidão na beleza das estações. À medida que as estações mudam e amadurecem, vemos mais claramente sua beleza. A rainha Elizabeth mencionou uma vez que a Natureza é bela por suas mudanças”.
“Concordo contigo em que a beleza da natureza é mais aparente quando muda” – replica a árvore.
“Eu tenho uma pequena sensação de que minha relação com os estudantes é algo instável. Podes compará-lo com a mudança da Natureza. Algumas vezes nossa relação era como uma explosão de um vendaval. Sentia-me perdido e muito solitário. Comparo esses momentos com as estações. A queda está representada com a queda das folhas e o inverno com a neve cobrindo as montanhas, eles eram frios e ásperos. Porém a mudança de paisagem alivia meu coração solitário. Quando admiramos o sinal da chegada da primavera. Antes de dar-te conta, nós seremos maiores e outros anéis anuais estarão aderidos. Nós devemos ir através do Outono e o Inverno de nossa vida antes de poder realmente apreciar a primavera. A vida e a Natureza são muito semelhantes”.
“Assim que você se mantém no caminho” – suspira a árvore.
“Exatamente. Eu comecei a compreender o que Takamatsu Sensei queria dizer com “武風一感 Bufu Ikkan” (o consistente caminho das artes marciais). Significa que 武風 Bufu (o caminho das artes marciais) envolve diferentes aspectos da vida, igual a um ano que tem quatro estações e cada estação tem um ar ou vento diferente, tal como o vento da primavera, o vento do verão, o vento do outono e o vento do inverno. Sr. Grande árvore, há algo que temas agora, já que tenha se tornado tão grande?”
“Não gosto do vento forte, porém o que realmente temo são os raios. Você vê muitos homens buscar refúgio em uma grande árvore viva. Eles tratam de buscar os favores de um mestre adulando-los, pensando que eles também serão tão magníficos como seu mestre porque o cuida. Esquecem que as bajulações não conduzem a nenhuma parte, e sim, continua buscando favores em lugar de treinar para ser melhores, pode encontrar-se com o maior inimigo da grande árvore, o raio. A mais alta das árvores é que tem maiores possibilidades de encontrar-se com o ataque do raio”.
“Tem um ponto nisso, Sr. Árvore”.
“Por isso algumas das grandes árvores crescem em largura ao invés de altura. Elas ainda que sejam bonitas, são por isso chamadas de engenhosas porque não querem ser alvo dos raios, com tanta freqüência como a árvore alta”.
“A forma da vida para a árvore e o homem poderia ser similar” - contestou pensativamente.
“Hatsumi 君Kun. Tenho entendido que eis um 忍者 Ninja. Podes ir livremente pelo mundo enquanto que eu estou preso a terra pelas raízes e não tenho liberdade de movimento”.
“A essência é a mesma, gigantesca árvore, o mais importante para um homem são suas raízes. Temos que permanecer firmemente sobre a terra, sendo nutridos por suas raízes. As raízes subministram à verdade que é mais importante para o homem. A menos que não tenhamos raízes não podemos uma vida integra”.
“Não entendo o que estais falando”.
“Na medicina oriental o fígado e os rins são considerados a chave da saúde. Se nem se quer uns dos órgãos estiver funcionando corretamente, tende a cair enfermo. No 武道 Budô, a chave de um caminho saudável é ter 神心神眼 Shinshin Shingan (Coração de Deus e Olhos de Deus), igual como saudáveis fígado e rins que são a chave de uma boa saúde. Assim, o 忍者 Ninja tem que ter um coração de justiça e usar o método correto para lutar pela justiça contra a maldade. O método correto vem não somente de sua vontade, sim de alguma força natural, algo que pode chamar-se Deus. Com o objetivo de adotar ou receber este método corretamente se necessita das raízes porque elas trabalham como antena. A menos que obtenha o método correto e saiba como utilizar-lo apropriadamente, não serás um Ninja”.
Takamatsu Sensei me deu uma pintura (estilo Chinês) representando o outono de 30 anos atrás. A pintura aclara minha mente toda vez que vejo, como se o Sol estivesse brilhando sobre mim. Pergunto-me se chegarei a ser um verdadeiro 武道家 Budôka. O quadro descreve uma inigualável natureza com árvores sem frutos e folhas amareladas. Estou muito contente de saber que a relação entre Takamatsu Sensei e eu derivou em algo de que me sinto muito orgulhoso.  Estivemos muito unidos como professor e estudante durante toda nossa relação e nunca se rompeu de maneira que essa relação se converteu em algo mais que 武友 Buyu. Pelo contrário, me entristeço quando um de meus estudantes me abandona, como uma folha de outono caindo da árvore. Recordo-me do poema de O’henry, “Uma folha”.
Escrevi um poema com respeito à árvore esperando que alimente sua mente e ajude a melhorar sua técnica quando treinar o 初心之型 Shoshin No Kata. Por favor, leiam o poema e deixa falar a seu coração.
Assim todos vocês, amigos do 武道 Budô, usem o 道場 Dôjô como se fosse a última fez. Sou um homem velho e solitário. Seria feliz vivendo com vocês, para que possam me alegrar com seus corações quentes.

A MENSAGEM DA GRANDE ÁRVORE
Um vento frio invernal sopra através de mim e me pergunto por que me sinto tão frio por dentro.
Cada folha da árvore queria me dizer algo, sentindo-me triste pelas mudanças do coração de tantos homens.
Por alguma razão elas marcham sem palavras.
Um dia frio invernal, nenhuma folha na árvore. Uma árvore descoberta permanece heroicamente por si própria.
Não sente frio, grande árvore, sem suas folhas?
Sim, porém somente se estiver descoberto pode a luz do sol chegar mais a ti.

Nascemos ou fomos plantados?

Nascemos ou fomos plantados?

Evolu_

Existem teorias aos montes, cuja origem remonta às mais antigas religiões e associações de estudos, que afirmam ser o homem oriundo de experimentos mal sucedidos neste planeta.
Não é minha intenção justificar umas ou outras, mas sim usar um pouco de razão e análise para saber se há algum bom senso nessas afirmações. As análises são feitas com o uso do pensamento e do conjunto de informações obtidas de conhecimentos gerais e amplos, destituídas de preconceitos. Não cito nomes nem livros, eu pesquisei e concluí sem precisar ser convencido, de forma que qualquer indivíduo pode e deve pesquisar livremente e concluir por si mesmo.
Parte-se do princípio de que, com ou sem religião, uma criação foi realizada. Vinda ou não de um deus prolífico, ou mesmo tendo surgido de concepção espontânea, no berço das probabilidades ocasionais e em tempo e local propício.
De fato, o que existe, assim o é porque está existindo, independente das percepções humanas. Pode existir tudo aquilo que foi criado ou que surgiu de qualquer maneira.
É natural do humano acreditar naquilo que sente, pois há uma ligação entre os objetos e as sensações. Essa ligação é inata e está localizada nos sentidos. Como os sentidos estão, por sua vez, localizados no corpo, tudo aquilo que pode ser experimentado pelo corpo é evidenciado como existente, a começar pelo próprio ser que experimenta.
A premissa de que a existência de tudo está ligada a experimentação humana torna dificultosa a aceitação de que possa existir algo não experimentável. Pior ainda é a motivação secular em acreditar na soberania do humano sobre tudo. Essa exacerbação de importância leva a acreditar falsamente que não pode haver, em lugar ou tempo, algo que seja mais inteligente. Daí a idéia encerrada na mente de que o humano é o único capaz de raciocinar com grande inteligência, pois tudo existe para o uso e experimento do homem.
Maior malefício é afirmar que a criação tem as feições do todo-poderoso criador. Isso sim sedimentou a certeza de que é impossível haver ser mais inteligente (ou mesmo menos inteligente em outros orbes).
Se esse preconceito for retirado pela razão e bom senso, o caminho estará aberto para recepção e entendimento. Uma vez aceita tal transição, pode-se continuar a leitura até seu final e, somente ao final, tirar as próprias conclusões. Se não tem tal capacidade não está pronto para continuar a leitura.
A afirmação principal é de que todo ser vivo deste planeta evoluiu dentro dos padrões geológicos e biológicos, em sincronia perfeita com as transformações resultantes dos fenômenos físicos internos e externos na Terra, no Sistema Solar, e assim por diante. Chamando os fenômenos de catástrofes ou transformações, espécies surgiram ou desapareceram totalmente sem afetar de forma artificial o equilíbrio do habitat. A resultante de uma transformação (ou catástrofe) natural era outra transformação e adaptação natural.
Primeiro no mar, depois na terra, e depois no ar, e por final de volta ao mar, espalhou-se a vida com as sucessivas adaptações, com ou sem catástrofes, com surgimentos e desaparecimentos, mas de forma naturalmente adaptativa.
Se há alguma dúvida sobre o equilíbrio evolutivo, basta analisar o ambiente marinho, onde a perfeição da existência está demonstrada na cadeia alimentar. Em ilhas desertas o equilíbrio natural também é demonstrado pela cadeia alimentar. Pássaros em quantidades lá existentes comem insetos e frutas impedindo a explosão da população de insetos e multiplicando a vegetação. Essas frutas surgem na estação adequada para servir de alimento dos pássaros e cada tipo de fruta serve a um fim: melhor plumagem no inverno, plumagem mais colorida na primavera. A vegetação cresce na estação certa e no tempo certo serve de alimento e moradia aos pássaros que espalham as sementes depois de ingeri-las. Serpentes se alimentam de filhotes de pássaros, por esse motivo a fêmea põe vários ovos por ninhada. As serpentes são caçadas por animais maiores, imunes aos venenos. Esses animais maiores quando morrem, ou mesmo vivos, servem de alimento aos insetos.
Tudo no planeta, o clima principalmente, realiza um trabalho cíclico equilibrado e mesmo quando ocorrem transformações, elas dão chance ao reequilíbrio através de readaptação.
Há um entretanto que propõe uma questão a ser ponderada no que se refere ao equilíbrio da vida no planeta. É a colocação do humano na vida da Terra.
Como foi usada a cadeia alimentar para analisar o perfeito equilíbrio na coexistência dos seres, continuemos com esse caminho para analisar a coexistência do homem com os seres da cadeia alimentar.
Primeiramente no mar, observamos que a lei da sobrevivência tem seus aspectos definidos como sendo: “o mais forte abocanha o mais fraco”. Essa é a idéia simplória, mas serve de partida mesmo omitindo os detalhes de mimetismo, camuflagem, etc. Onde colocamos o homem na cadeia alimentar marinha?
O humano dotado de criatividade quase extinguiu baleias. São necessárias leis para que camarões e sardinhas não deixem de existir. Praias, rios e lagos foram degradados e tornados mortos para os seres marinhos e se tornaram habitat de ratos e baratas.
Então coloquemos o humano na cadeia alimentar na terra. A criatividade intelectiva do homem, que o faz capaz de caçar, colher e coletar cada vez em volume maior, não o faz capaz de replantar no mesmo ritmo. Tigres, rinocerontes, preguiças quase extintos. Outras espécies já se foram. Galináceos criados com anabolizantes cancerígenos. Vegetais mutados. Doenças multiplicadas e mais nocivas produzidas direta ou indiretamente.
O ar é a desgraça mais ampla. Irrespirável em muitas cidades. Emissão de gases, vazamentos industriais, vazamentos radioativos. Aquecimento gradativo devido à diminuição da camada de ozônio. Guerras químicas. Desmatamentos descontrolados.
Então, o que se pode afirmar a respeito da colocação do homem? Onde ele se encaixa? Desde sua formação como sociedade, que se procedeu em virtude da inteligência, iniciou-se a degeneração do planeta.
Nada desse procedimento destrutivo tem a ver com mal ou bem. Nada disso tem a ver com religiosidade, deve-se somente à própria existência do homem. Basta ele existir para desequilibrar. Toda essa motivação destrutiva leva ao ponto em questão de que o homem não se encaixa na vida regular deste planeta.
Crenças antigas, algumas até mais religiosas ou filosóficas, afirmam que o humano foi trazido e “plantado” como experiência para que germinasse e evoluísse na Terra. Dito dessa forma pode-se acreditar que a experiência ainda não deu certa e mais: nessa velocidade destrutiva a sala de aula vai findar antes de o experimento terminar.
Uma comprovação interpretativa é encontrada na história bíblica, onde o homem foi “criado à imagem do criador”. Basta verificar nos estudos de ufologia e nas doutrinas filosóficas que todos os seres inteligentes de fora da Terra são bípedes e têm semelhança humanóide com proporções pouco variadas.
O aspecto religioso também mostra detalhes do experimento que não deu certo, pelo menos por enquanto. Isso pode ser encontrado no episódio da vinda de Jesus ao encontro da civilização humana. A pauta principal de sua vinda era a remissão de todos os pecados, ou seja, já que a experiência não resultou positiva, o humano deve ser perdoado, afinal o erro foi de quem criou com desacerto. E quando se diz “pecado original da criação”, a interpretação defectiva diz que a criação errada é a nossa por nós mesmos, mas é muito fácil entender que o erro da criação é o erro original, basta tirar o véu do preconceito.
Se os deuses eram ou não astronautas, isso não vem a ser a questão principal, mas se o erro foi colocar algo defeituoso na Terra, isso sim é o principal tópico.
Quer dizer então que não há remédio? Pelo contrário, há remédio para tudo que é vivo, mas o primeiro passo para correção do erro é admiti-lo e um dos grandes defeitos do homem é a falta de humildade.
O humano é dotado de cérebro, razão, raciocínio, mas para chegar à conclusão de algo é preciso iniciar uma introspecção livre de conceitos antecipados que embotam a mente. A existência ou não de um deus não pode interferir no livre arbítrio do homem de pensar livre e tirar suas próprias conclusões. Acredita-se que nem mesmo Deus iria querer limitar o livre arbítrio nesse aspecto.
Identificado o defeito, não se pode mais justificá-lo como sendo exculpável. Se conheço meu defeito não posso mais usá-lo como justificativa para meus erros, e por ação contrária devo corrigi-lo. Contudo, só posso chegar a uma análise clara se desobstruir minhas vias de raciocínio, livrando-me de todos os conceitos ditos como certeza absoluta por organizações e crenças.
Há quanto tempo as crenças que colocam o homem como centro da perfeição universal vem se afirmando? Essas falsas convicções são colocadas dentro do homem e somente ele mesmo pode diluí-las. Viemos sozinhos, voltaremos sozinhos.

JUNAN TAISÔ TO KOKYUHÔ

柔軟体操と呼吸法
JUNAN TAISÔ TO KOKYUHÔ
(Exercícios de flexibilidade e modos de respirar)


São os exercícios suaves de flexibilidade e condicionamento do corpo que contribui na suplementação da habilidade e sensibilidade necessária para a efetiva aplicação das técnicas do Taijutsu e na saúde de forma integral.
龍体運動八方
RYÛ TAI UNDO HAPPÔ
(8 exercícios para o corpo de dragão)

Estes exercícios do JUNAN TAISÔ são apenas alguns exemplos de base para seu repertório. Aconselha-se não forçar para ultrapassar os limites do corpo, ao alongar deve sentir moléstias mais nunca dores, não esquecer de respirar e relaxar.

1- 首伸ばし KUBI NOBASHI, 首回し KUBI MAWASHI
(Alongar o pescoço, circular o pescoço)
-          Usando o auxilio das mãos leve a cabeça para ambos os lados, estendendo o pescoço. Repita para frente, atrás e em diagonal.
JT1
-          Circule a cabeça em 360o, nos dois sentidos.

2-  胸 MUNE, 側肩 SOKUKATA, 肩伸ばし KATA NOBASHI, 肩回し KATA MAWASHI
(Alongar o peito, ombro e lateral do ombro, circular o ombro)
-          Em pé ou sentado coloque os dois braços nas costas, um por cima e o outro por baixo, ajuntando as mãos (Senaka Akushu 背中握手).
JT2
-          Em pé com as pernas abertas, cruze os dedos das mãos atrás do corpo e dobre o tronco para frente elevando os braços.
-          Como no exercício anterior, sem abaixar o tronco, eleve os braços.
JT3
-          Em pé ou sentado, eleve um braço em direção ao outro ombro (na horizontal) e com o auxilio do outro braço, abrace-o primeiro estendido e leve a mão na nuca (Temakura), alongue.
JT4

3- 前腕 ZENWAN, 小手伸ばし KOTE NOBASHI
(Alongar o antebraço e o pulso)

-          Em pé ou sentado coloque as mãos espalmadas juntas nas costas (背中合掌 Senaka Gasshô).
-          Na posição do Gato (Neko No Kamae) inverta as mãos direcionando os dedos para trás. Devagar, distribua o peso atrás.
JT5
-          Alongue o pulso para fora aplicando 表小手逆 Omote Kote Gyaku.
-          Alongue o pulso para dentro aplicando 裏小手逆 Ura Kote Gyaku.
-          Alongue o pulso no centro aplicando 本小手逆 Hon Kote Gyaku.
-          Coloque as palmas das mãos nas laterais do tronco (verticalmente) tocando as pontas dos dedos nas axilas, e circule os cotovelos nos dois sentidos.

4- 指広げ YUBI HIROGE
(Estender os dedos)

-          Cruze os dedos das mãos e empurre as palmas para frente.
JT6
-          Segure com uma das mãos os quatros dedos da outra mão e estenda-os em direção ao dorso.
JT7
-          Alongue os polegares levando-os em direção ao pulso, para dentro e para fora.

5- 背筋 SESUJI, 腰伸ばし KOSHI NOBASHI
(Alongar o quadril e os músculos das costas)

-          Sente-se com as pernas dobradas em frente (外人の構え Gaijin No Kamae), flexione a cabeça entre os joelhos e abrace as pernas segurando a cabeça.
-          Em 正座の構え Seiza No Kamae incline o tronco à frente e estenda os braços. Empurre o quadril para trás e para cima, retorne a Seiza.
JT8
-          Sente-se com as pernas esticadas e paralelas (脚並べ Ashi Narabe), flexione uma perna e cruze sobre a estirada. Torça o tronco colocando o cotovelo do braço inverso ao lado do joelho da perna dobrada, tente alcançar a perna estirada.
JT9
-          Sente-se com as pernas esticadas e paralelas (脚並べ Ashi Narabe), flexione uma perna segurando com ambas as mãos e puxe em sua direção.
JT10
-          Deitado de costas, eleve e dobre uma das pernas, leve para o lado inverso com o auxilio da mão, torcendo o tronco. Mantenha o outro braço estendido na altura do ombro e vire a cabeça nessa direção.
JT11
-          Ajoelhado com as mãos no chão (猫の構え Neko No Kamae) inspire enquanto eleva o queixo e curve a coluna, expira e inverta o movimento.
JT12
-          Ajoelhado com as mãos no chão (猫の構え Neko No Kamae) entre com o braço e cabeça entre o outro braço e perna, torcendo a coluna.

6- 脚伸ばし ASHI NOBASHI
(Alongar as pernas/pés)

-          Sentado com as pernas paralelas em frente (脚並べ Ashi Narabe) segure as pontas dos pés  e dobre os cotovelos alternadamente buscando alcançar os joelhos.
-          Sentado com as pernas paralelas em frente incline o tronco para frente e segure os pés (脚並べ前屈 Ashi Narabe Zenkutsu).
JT13
-          Sentado em Ashi Narabe e palmas no solo, eleve com uma retroflexão, as pernas para trás da cabeça 脚並べ上げる後屈 Ashi Age Kokutsu (鋤の構え Suki No Kamae).
-          Como o exercício anterior (Ashi Age Kokutsu), mas, agora alcançando os pés com as mãos. Volte flexionando para frente alcançando os pés (脚並べ前屈 Ashi Zenkutsu).
JT14
-          Com apenas uma perna estendida e a outra dobrada formando um “L” (片脚前屈 Kataashi Zenkutsu) alcance com as mãos o pé da perna estendida.

JT15

-           Faça também a flexão lateral 片脚側屈 Kataashi Sokukutsu.

JT16

-          Sentado, ajunte as duas solas dos pés em frente (Ashiura Awase), movimente os joelhos em direção ao solo com os músculos.

JT17

-          Sentado como o exercício anterior segure os pés e com auxilio dos cotovelos e da inclinação do tronco para frente alongue.
-          Agora apenas incline a frente do tronco (足裏合わせ前屈 Ashiura Awase Zenkutsu).
JT17a

-          Abra as pernas em frente (開脚前屈 Kaigyaku Zenkutsu) e incline o tronco à frente.
JT18
-          Coloque o cotovelo no solo em frente e eleve o outro braço para cima (faça ambos os lados).

7- 膝 HIZA, 腿 MOMO, 巴広げ TOMOE HIROGE
(Estender os joelhos, coxas e abdome)

-          Sentado com as pernas dobradas em frente (Gaijin No Kamae), deite-se de costas, segure os tornozelos e eleve o abdômen (腰上げ Koshi Age).
JT19
-          Em Fukugai segure os tornozelos e puxe-os curvando como um arco (弓の構えYumi No Kamae).
JT20
-          Sentado em Seiza No Kamae, segure os tornozelos, eleve o abdome e incline a cabeça para trás.
JT21
-          Desça os cotovelos atrás e movimente o abdômen para cima varias vezes.
-          Deite tocando as costas no solo e estenda os braços à cima da cabeça.
JT22
8- 首足 KUBI ASHI, 指足伸ばし YUBI ASHI NOBASHI
(Alongar os tornozelos e os dedos dos pés)

-   Em pé com as pernas afastadas na largura dos ombros agache (蹲む Shagamu) devagar até o limite, evitando levantar o calcanhar.

JT23
-          Sentado com as solas dos pés juntas em frente (Ashiura Awase) coloque o peso do corpo sobre as laterais dos pés (Sokutô Ken).
-          De bruços com as mãos no solo, puxe os pés (com o peito para baixo) em direção aos braços. Apóia-se sobre os dedos do pé arqueando.
-          Sente-se com as pernas cruzadas (胡座の構え Agura No Kamae) alongue os dedos do pé com o auxilio a mão, circulando para ambas as direções.

呼吸法
KOKYUHÔ
(Formas de respiração)
Exercícios de respiração são formas de reeducação no ato mais importante do corpo.

深呼吸三法 SHIN KOKYÛ SANPÔ
(Três exercícios de respiração profunda)

1- Em Seiza, inspirar dobrando a cabeça e os ombros para trás de forma o mais natural possível.
Expire dobrando a cabeça e ombros para frente e utilize o peso do corpo para soltar o máximo de ar.
2- Em Seiza, inspire girando a cabeça para o lado (queixo no ombro) juntamente com a rotação do tronco e apoio da mão atrás. Espire inclinando o tronco para baixo no sentido inverso, repetir do outro lado.
3- Sentar no solo com as pernas paralelas em frente (Ashi Narabe Zenkutsu) com as mãos nos pés. Abra lateralmente os braços inspirando, retorne as mãos aos pés expirando.