sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O NIJUTSU È ASSIMA DE TUDO ALTO CONHECIMENTO

O NIJUTSU È ASSIMA DE TUDO ALTO CONHECIMENTO

Ninjutsu

                                                                        Ninjutsu



CONHEecida como Ninjutsu, esta nobre arte milenar é a mais completa e complexa de todas, pelo propósito de resistência e defesa pessoal para o qual foi criada, pois possui técnicas específicas para todos os tipos de situações o que a torna extremamente versátil e eficaz. Ao contrário do que muitas pessoas ignorantes e mal-informadas dizem, o Ninjutsu não foi criado por um bando de assassinos e sim por pessoas comuns (basicamente camponeses e monges) que não aceitavam o regime político (feudal) da época do shogunato no Japão imposto através dos samurais. No entanto, pelo fato dos ninjas terem criado muitas técnicas extremamente eficazes de camuflagem, espionagem e homicídios de forma discreta e silenciosa, muitos deles eram contratados pelos Daimyo (senhores feudais) para matar ou espionar os seus inimigos. A identidade de um ninja nunca era revelada, caso isso acontecesse, ele era aconselhado a realizar um ritual chamado Harakiri para se matar, pois, seria caçado até a morte.

         Ainda hoje, os ninjas se colocam no anonimato sempre procurando preservar a sua imagem e nunca se expor demais. Não existe no conceito do praticante que segue o verdadeiro código do Ninpo coisas do tipo: andar fantasiado totalmente de ninja com uma espada e capuz em vias públicas, perambulando e fazendo uma propaganda de um ser exótico e que apenas quer ser notado a qualquer custo mesmo que esse ato o exponha à visão mais constrangedora da cidade. Afinal de contas, um ninja não é um maluco...

          As escolas possuem diferentes preferências e peculiaridades em relação aos estudos de técnicas e artes, por isso, cada uma se especializa mais em uma arte do que em outra. A nossa escola enfatiza o estudo tradicional do Ninjutsu como o refinamento espiritual, estudo da filosofia, personalidade e caráter e em seguida o desenvolvimento das técnicas de acordo com o grau e merecimento de cada praticante.

         O Ninjutsu prega em sua filosofia a realidade, a igualdade de todos perante as leis do universo e da vida, e ensina o poder e a força que cada um tem dentro de si.

         É essencial que as pessoas, que buscam o verdadeiro caminho do Ninpo, entendam que ninguém pratica Ninjutsu para viver brigando por motivos fúteis, ou mesmo se sentir afetados por palavras ofensivas e de baixo calão, é determinante que o praticante seja superior, é fundamental que não havendo uma outra alternativa, que não seja usar seu conhecimento, em ultimo caso, somente nesta situação, é que colocamos em prática a nossa energia suprema no domínio das técnicas aplicadas e fazemos a diferença.

          Vale salientar que os interessados em adquirir conhecimentos do Takegawa Ryu Ninjutsu deverão estar preparados para se moldarem conforme as regras de conduta deste Clã.

          O Takegawa Ryu não cria somente grandes lutadores, mas sim, grandes guerreiros que buscam sempre tornar o mundo um lugar melhor para se viver.
Takegawa Ryu Ninjutsu posui:

         Kobadera (a arte da invisibilidade, truques mágicos e ilusionismo), Kaiakojutsu (cortina de fumaça), Tenchi Myo (trabalho psico-energético), relaxamento e condicionamento físico e mental, auto-controle, hipnose, meditação direcionada ao condicionamento dos órgãos internos para proporcionar ao praticante uma vida longa e saudável, desenvolvimento dos seis sentidos (o sexto sentido é o caminho da percepção mental, a intuição), integração do corpo e mente para desenvolver o crescimento do homem, estudo de uma alimentação saudável, do-in (acu-pressão, digito-pressão), Zen-Shiatsu, luta desarmada e armada (envolvendo o manejo da espada, bastão, lança, armas com corrente e outras mais exóticas), uso de objetos convencionais que podem ser utilizados como arma (como exemplo a caneta, cadarço, cinto, garrafa, cigarro, banco, celular, qualquer objeto usado no cotidiano), fisiologia (estudo minucioso dos pontos vitais que podem levar o adversário a dores insuportáveis ou até mesmo ao óbito), primeiros socorros, técnicas especiais de fuga, treinamento de flexibilidade das juntas (o que facilita fugas de amarras), técnica com corda “sageu”, técnicas de amarra, arte da espionagem, métodos de caminhar silenciosamente, escalada de obstáculos, alpinismo, rapel, técnicas de sobrevivência e luta dentro d’água, treinamento de sobrevivência na mata (Gotonp), táticas de combate noturno (via urbana e florestas), táticas de lutas urbanas (Gotai), estudos minuciosos de técnicas de combate mortal, ofidismo, estudo dos cinco elementos do Go Dai, envenenamentos e remédios (ervas medicinais), a arte dos disfarces (que envolvia também técnicas de dramatização, o que possibilitava o ninja se passar por outras pessoas), armadilha, conhecimentos básicos de direito civil e penal (é de extrema importância que todos os praticantes de Ninjutsu tenham conhecimentos da nossa Constituição Brasileira, direitos e deveres). Cumpra seus deveres para depois poder reclamar seus direitos.

Ninjutsu (忍術),

                                                            Ninjutsu (忍術),



O Ninjutsu (忍術), também conhecido pelo termo Ninpō (忍法), é uma arte marcial japonesa que surgiu a partir da necessidade do emprego de espiões (Ninja) durante o período medieval japonês (século VI). Consistia num conjunto de técnicas que capacitavam os agentes a agir em todas as situações num campo de batalha.

Índice

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[editar] História do Ninjutsu

O Ninjutsu remonta há mais de 900 anos, em um contexto histórico em que os Samurais, classe de guerreiros, dominavam o Japão . Eles controlavam a terra e seus moradores, numa espécie de feudalismo oriental. O lorde (chefe de um grupo de samurais) era o Daimyo, a única pessoa a quem os samurais deviam respeito e obediência.
O ninjutsu nasceu no Japão feudal, quando monges Tibetanos se espalharam por vários países na Ásia, um deles a China, onde os monges, no fim da dinastia Ming início da dinastia Chin (Manchú, por conta da invasão Manchú) dedicaram-se ao terrorismo, espionagem e resistência.
Durante a dinastia Chin os templos foram destruídos e os monges se refugiaram em outros países, um deles o japão, onde a Arte Marcial que praticavam deu origem a varias outras artes, o ninjutsu foi uma destas, monges residentes nas montanhas das regiões de Iga e Koga tiveram contatos com Ronins que lá constituíram família.
Da mistura do Kempo Chinês e das Artes Samurais, nasceu o que hoje conhece como Ninja, que seguiam um código de conduta diferente dos Samurais.
Com o passar dos anos os ninjas passaram a trabalhar como mercenários e posteriormente o governo japonês passou a usa-los como espiões e assim foi até a 2ª Guerra Mundial.
A explosão de artes marciais no ocidente, por volta de 1970, levou dois homens a procurar por algo diferente: Doron Navon e Stephen Hayes contrataram um mestre de Ninjutsu oriundo do Japão, de uma linhagem centenária de instrutores. Dessa forma a arte foi trazida para o Ocidente.

[editar] Armas para a prática do Ninjutsu

A rigor, toda e qualquer arma pode ser utilizada na prática do ninjutsu - inclusive objetos comuns como um guarda-chuva, um lenço, uma chave de fenda, etc. O que importa ao praticante é a capacidade de vencer o oponente em uma luta, independente de modo justo ou injusto. Apesar desta característica, algumas armas foram associadas à figura do ninja, sejam por motivos históricos, seja pelo ideário envolvendo esses personagens. E elas anteriormente eram ferramentas usadas no plantio que evoluíram; Segundo historiadores os camponeses precisavam se defender dos samurais que vinham cobrar impostos, surpreendendo-os de alguma forma. Algumas delas são:
  • Ninja-to: (Pronuncia-se tô) espada pequena e reta.
  • Tanto: Faca japonesa.
  • Wakizashi: espada curva, similar à katana, porém menor.
  • Boken: Espada de madeira para treinos.
  • Kama: uma pequena foice, inicialmente uma ferramenta utilizada para a colheita de cereais. Passou a ser usada como arma pois podia ser carregada por qualquer pessoa, sem despertar suspeitas, já que seu uso por agricultores era comum.
  • Kodachi: espada pequena semelhante á wakizachi, mas sem guarda, cabo um pouco maior e mais curva
  • Kusarigama: uma Kama cujo cabo era acoplado a uma corrente, em cuja extremidade havia um peso de metal, usado para desarmar o oponente sem matá-lo.
  • Kyoketsu Shoge: Similar a kusarigama, corrente e arco metálico.
  • Shuriken: Estrela de arremesso
  • Shaken: Dardo de arremesso.
  • Bo: Bastão longo (1,8 metros).
  • Hanbo: Bastão curto (0,90 metro).
  • Tanbo: Dois bastões de madeira pequeno, para ataque e defesa.
  • Te yari: Lança pequena com gancho.
  • Yari: Lança com aproximadamente 2 metros.
  • Naginata: Bastão com facão (Alabarda).
  • Kama yari: Bastão longo com foice.
  • Yumi ya - Kyudo: Arco e flecha (Arte de arremessar).
  • Fukiya: Zarabatana
  • Sai: Tridente (Utilizado para lutar contra espada).
  • Tonfa:Arma de madeira usada por agricultores para defesa.
  • Fukumi Bari: Pequenas agulhas de arremesso, sopradas com a boca.
  • Shikomi Zue: Cajado de madeira com espada camuflada.
  • Shinobi Zue: Bastão com corrente camuflada.
  • Tessen: Leque metálico (utilizado por mulheres)
  • Tetsubishi: Cravo em forma de piramide, utilizado em perseguição.
  • Kaginawa: Corda com gancho em cruz, utilizado para escalar casas e muros.
  • Musubinawa: Corda com um único gancho, utilizada para escalar.
  • Shinobi Kumade: Corda utilizada para escalar, utilizando-se um gancho em formato de garra.
  • Kemuridama: Bomba de fumaça negra, explosiva ou cegante.
  • Kunai: Era um tipo de shuriken, uma lâmina de ferro usada para arremessar e as vezes escalar.
  • Nunchaku: Dois bastões ligados por corrente/corda.
  • Kusari-fundo: Corrente com dois pesos nas extremidades

[editar] As 18 Disciplinas Ninja (Ninja Jūhakkei)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012


                                     A Sociedade Secreta do Dragão Negro



Principalmente nos filmes hollywoodianos de ação da década de 80, sobretudo aqueles cujo enfoque girava em torno dos combates e das lutas marciais, a Sociedade do Dragão Negro sempre era citada como ponto de referência. No entanto, essa sociedade secreta não é uma lenda ou uma mera criação fictícea para o cinema.





Assim, como a milenar dotrina ninja, baseada no código de conduta e honra dos samurais, e a prática das artes marciais, também se cogita que essa sociedade secreta também seja bastante antiga, sendo fundada em 1901 por Ryohei Uchida, e ainda atuante nos dias atuais (embora, algumas vertentes mencionem que a sociedade manteu-se atuante até o final da II Guerra Mundial), sendo uma fraternidade mundial dos guerreiros ninjas e mestres de diferentes estilos marcionais, tais como: Karatê, Kung Fu, Tai-Chi, Aikidô, Ninjitsu e outras modalidades de defesa pessoal, como também o Jiu-Jitsu.

A sua notoriedade é próspera na região do sol nascente, na cultura asiática e oriental, embora seja um grupo utranacionalista japonês, sendo propagado além dos territórios japoneses. Não se trata apenas de técnicas de combate e defesa pessoal, mas, uma filosofia de vida, sobretudo para aqueles integrantes que a levam a sério e participam ativamente desta sociedade. Cogita-se também que tal sociedade era uma escola de treinamento de espionagem.

O seu principal representante da atualidade foi Ashida Kim, mestre faixa-preta nos ensinamentos do "Ninjitsu Dragão Negro" para os guerreiros nobres e escolhidos.


"Uma pessoa não pode aprender a ser um Ninja...
Ela deve nascer Ninja, e descobrir que está
trilhando o Caminho!"
                HISTÓRIA DO NA INJUTSU








 O NINJUTSU DA VIDA REAL           
A arte dos ninjas é denominada Ninjutsu. O Ninjutsu é talvez a mais complexa e completa de todas as artes marciais, pois possui vários ramos e técnicas específicas para determinadas situações, o que o torna muito difícil de se definir. São 9 as tradicionais escolas do Ninjutsu. Cada escola tem as suas peculiaridades e preferências por determinados estudos. Entre as inúmeras técnicas do Ninjutsu, estão: a arte da invisibilidade, luta desarmada e armada (envolvendo o manejo de espada, bastão, lança, armas com corrente e outras mais exóticas), pressão de pontos vitais (o que podia levar o adversário a dores insuportáveis ou até mesmo à morte), técnicas especiais de fuga, métodos de caminhar silenciosamente, escalada de obstáculos, luta dentro d'água, envenenamento, hipnose, treinamento de flexibilidade das juntas (o que facilitava fugas de amarras) e, finalmente, a arte dos disfarces, que envolvia também técnicas de dramatização, o que possibilitava o ninja se passar por outras pessoas. O universo ninja ainda é tema constante na indústria do entretenimento japonês, sendo explorado nos games, mangás e desenhos animados. Com certeza o que mais fascina o ocidental nesses formidáveis guerreiros é o mistério que os cerca.
Entre os muitos mitos e mistérios que envolvem o ser Ninja, uma das lendas que ficou marcado em sua história, seria sua comparação com os Tengu. Seriam esses, seres alados de capacidade ímpar, meio homem meio pássaros “Demônios” da mitologia popular japonesa, pessoas ardilosas que viviam nas montanhas, sendo encrenqueiras, barulhentas e enganadoras. Possuiam atividades noturnas, ocultos em bosques e florestas, eram exímios lutadores e mestres na arte da espada, da ocultação e do desaparecimento. Muitos japoneses movidos pela fantasia, associavam suas lendas aos Ninja, devido aos seus feitos e proezas. 
A primeira aparição ninja remonta os finais do século 6, quando a imperatriz Suiko e o príncipe Shotoku os utilizavam como espiões contra um usurpador do trono chamado Morya. Homens como Mijinki no Mikoto, Otomo no Saijin e Eno Ozano foram os primeiros que puderam ser chamados de Shinobi (pessoas ocultas, invisíveis). O mais conhecido desses Shinobi foi Otomo Komado. Passou o tempo e as famílias ninjas continuaram a crescer e manter seu domínio nas regiões de Koga e Iga.
Os precursores dos ninja também foram pessoas que levaram uma vida mística, eremitas apartados da nascente sociedade feudal japonesa.
No início da era Heian, as escolas budistas que mais conquistaram adeptos foram as seitas Tendai e Shingon, lideradas pelos monges Saicho (767-822) e Kukai (744-835). Naquele tempo o budismo era crença reservada à nobreza, sendo pouco cultuado pelo restante do povo. O sincretismo entre a doutrina budista e a crença shintoísta acabou levando a construção de um templo budista no pátio de um templo shinto e à cultuação de uma divindade regional como protetora deste templo budista. Criou-se também a crença de que diversos deuses seriam a reencarnação do Buda Sakyamunni, que vinha a este mundo sob diversas formas para salvar os homens. O monge Saicho teve sua iniciação religiosa atraído pela doutrina da seita tendai, fundada pelo grande mestre chinês Chigi, levada para o japão pelo monge Ganjin. Saicho aproximou-se do imperador Kanmu e conseguiu, em 804, integrar a missão Tang, na china como missionário oficial, com direito a intérprete e a todas as mordomias de um representante oficial do país. O monge Kukai também conseguiu viajar à china junto com essa missão, mas na qualidade de simples bolsista particular.
Durante oito meses nos quais permaneceu na china, Saicho reuniu sutras da seita tendai, peças de artes budistas e estudou o seu esoterismo. Quando voltou ao japão, se dedicou de corpo e alma ao fortalecimento da seita tendai no arquipélago japonês.
O monge Kukai permaneceu na china por três anos, visitando vários templos e encontrando-se com o famoso e conceituado monge Keika Ajai, discípulo do lendário Bodhidarma, no templo Seiryu, em Changan, do qual também aprendeu sânscrito antes de voltar ao japão, trazendo consigo vários conhecimentos adquiridos, diversas obras budistas como quadros, objetos sagrados e mandalas. A morte do imperador Kanmu acabou com o prestígio que o monge Saicho tinha junto à nobreza, porque o imperador Saga, sucessor de Kanmu, demonstrou maior simpatia pelo monge Kukai, que se consolidou como autoridade máxima do budismo esotérico. Em Kyoto, Saicho começou a transmitir os ensinamentos da seita tendai instalando-se no monte Hiei, e Kukai fundou no monte Koya a base do budismo esotérico da seita Shingon.
Os monges ascetas chamados Yamabushi ou Shugenja também contribuíram para o nascimento do ninjutsu. Considerados como monges guerreiros, eles praticam uma rígida disciplina físico-mental-espiritual chamada Shugyo. Os Yamabushi, ao contrário de outros monges budistas, não praticavam o celibato nem raspavam suas cabeças. Alguns possuíam até mais de uma esposa e conservavam seus cabelos bem longos.
Não se sabe ao certo quando os ninjas tiveram acesso aos místicos Yamabushi, ou membros das seitas tendai e shingon, mas as influências destas seitas são claras em muitos estilos e escolas de ninjutsu, até hoje.
As regiões de Iga e Koga foram o berço de nascimento do ninjutsu devido a uma variedade de circunstâncias. Mas não foram, em absoluto no japão, locais exclusivos de atividades ninja.
Os grupos ninja tinham várias configurações. Desde pequenos grupos errantes, compostos por 4 homens comandados por um Chunin, com pouca ou nenhuma estrutura, até enormes exércitos comandados por um Jonin ou Sho (general). As mulheres ninja tinham uma nomenclatura própria, sendo chamadas Kunoichi.
Em Koga, no ano 939 Mochizuki Saburo Kaneie lutou ao lado do imperador durante as primeiras revoltas da família Taira ( Taira no Masakado). Por várias vitórias, Mochizuki foi feito governador da região de Shiga. Modou então seu nome para Koga Omi no Kami Kaneie. Mais tarde seu filho, Omi no Kami Iechika, que morava em uma região de Koga chamada Otaki no Sho Tatsumaki aprendeu com Tatsumaki Hossi a arte do Gen jutsu (bruxaria) e do ninjutsu. Assim, foi considerado como o fundador do ninjutsu de Koga.
Em 1049 (século 11), um líder militar chinês de nome Ikai se refugiou em Iga. Seus conhecimentos marciais influenciaram 3 principais guerreiros da região, de nome Fujiwara no Chikado (também conhecido como Gamon Doshi), Garyu Doshi e Iga Hattori Heinai Hyoe Yasukiyo. Foi Yasukiyo que ficou conhecido como principal fundador do Ninjutsu de Iga, o que deve ter ocorrido entre os anos de 1096 a 1099.
Fujiwara no Chikado levantou-se contra o imperador, entre os anos de 1060 e 1069, numa revolta que contou com a participação de 4 guerreiros especiais. Isolando-se em uma fortaleza no monte Takao, na vila de Taneo, Fujiwara no Chikado desferia ataques às forças imperiais com a ajuda dos ninja Fuki (demônio do vento), Suiki (demônio da água), Kinki (demônio dourado) e Ongyoki (demônio oculto).
Cada um deles era especialista em uma técnica em particular, sendo que Fuki era mestre em Katon no jutsu (uso de fogo como arma), Suiki construía diques em locais estratégicos e rompia-os para afogar os exércitos inimigos com esta técnica Suiton Jutsu, Kinki usava o reflexo de pratos de metal para cegar o inimigo, uma técnica chamada Kinton no Jutsu e Ongyoki era mestre em desaparecer!!!!
Quando deixaram de ajudar as forças de Chikado, o comandante Ki no Toomo o venceu, destruindo seus exércitos. Mais para frente mencionarei outros acontecimentos envolvendo ninjas e alguns em pleno século 20.
No final do período Heian (1185) chega ao ápice o poder feudal dos Samurais, que passaram a empregar elementos de certas famílias ninjas em em seu favor, logo, criou-se o conceito de que o ninja ocupava-se de serviços de proteção e espionagem. Nasce a era de ouro do ninjutsu, com grande desenvolvimento no período Kamakura (1192-1333) e posteriormente durante o Sengoku Jidai, o período das guerras civis (1467-1591).
Apesar de historiadores alegarem que em Iga existiam entre 38, 45 ou 66 famílias de tradição ninja, três eram as principais: os Hattori, os que dominavam o centro da província, os Momochi que governavam o sul e os Fujibayashi, que dominavam a parte norte, quase na fronteira com a província de Koga. Todas se diziam descendentes de Otomo no Saijin, um dos primeiros a serem chamados shinobi pelo príncipe Shotoku (no século 6).
Os Hattori tiveram uma história próspera, sempre gravitando ao redor dos principais líderes do japão e envolvendo-se em grandes batalhas. Um de seus patriarcas, Iga Hattori Saemon Ienaga autorizou seus três filhos a fundarem próprios ramos de sua família. Seu filho mais velho Hattori Heitaro Koreyuki recebeu o direito de usar o nome de família Kami Hattori. O filho do meio Hattori Heijiro Yasuyori fundou a família Naka hattori e o filho mais novo Hattori Heijiro Yasunori fundou a família de nome Shimo Hattori.
A família Momochi obteve sua fama por suas vitórias na rebelião de Tensho (1578/1581). Um de seus mais famosos membros foi Momochi Sandayu. Sandayu era Soke de três estilos de ninjutsu. Sua casa principal em 1570 ficava em Ryugu Sanbonmatsu. Para confundir seus inimigos, ele possuía três identidades diferentes, com três casas, três mulheres e três famílias, que não tinham o menor conhecimento sobre sua identidade verdadeira. Quando a situação não ia bem em uma região, ele rapidamente se mudava, assumindo assim outra identidade. Um de seus mais conhecidos seguidores foi o ninja de nome Goemon Ishikawa, que teve um final trágico ao ser capturado e fervido em óleo.
O mais famoso membro da família Fujibayashi foi Fujibayashi Nagato no Kami. Alguns historiadores acreditam que Nagato Fujibayashi e Sandayu Momochi eram a mesma pessoa. O fato das atividades de Nagato começarem a ganhar notoriedade depois do desaparecimento de Sandayu reforçam esta idéia.
Outro membro famoso da família Fujibayashi foi Yasutake Fujibayashi, que escreveu um tratado de 22 volumes sobre ninjutsu denominado Bansenshukai, em 1676.
No ano 12 da era Tembun (1543), por volta do mês de setembro, chegou ao japão, ancorado no porto de Tanegashima, uma nau estrangeira (provavelmente um junco chinês), tendo a bordo três mercadores portugueses que traziam em seu poder um pequeno lote de mosquetes.
Durante a vistoria de rotina, o senhor de Tanegashima, o Daymio Tokitaka Tanegashima, deparou-se com as desconhecidas armas e após uma demonstração de seu poder de fogo pelos portugueses, que abateram uma ave em pleno vôo, encantou-se o lorde japonês por tão intrigante arma. Adquiriu-a pela soma de 1.000 ryou, (uma quantia exorbitante para a época).
Ordenou então que seus artesãos cuteleiros a duplicassem. Entre estes artesãos estava o grande mestre espadeiro Kyosada Yaita. Dessa maneira, as armas de fogo foram introduzidas no japão. O mosquete foi chamado de Tanegashima pelos japoneses e era uma arma grande e pesada, com cerca de 1,40m de comprimento e 5,5kg peso. Em calibre .70, sua ignição dava-se por uma faísca que detonava uma carga de pólvora situada no ouvido de detonação. Para carregar e disparar a arma era necessário que se socasse com uma vareta a pólvora dentro do cano, colocando uma bala de chumbo e isolando-a com uma bucha de pano.
As táticas de guerra se modificaram. No princípio houve uma certa relutância por parte dos samurais quanto a sua utilização, por estarem vinculados ao Bushido, o código do guerreiro, que os impedia de usar tal recurso. Mas com o tempo, tropas inteiras foram armadas com mosquetes, tendo papel decisivo em batalhas.
Os ninjas adotaram a nova arma quase que imediatamente, incluindo-a em seu extenso arsenal. O Ikusa Shinobi era o ninja que combatia no campo de batalha. Muitos grupos de combate ninja (Shinobi Butai), tinham seus próprios esquadrões de mosqueteiros, que em casos especiais os utilizavam para eliminar seus inimigos à distância.
Independentemente do uso de armas de fogo, os ninja foram empregados nessa época em importantes batalhas.
No ano de 1558, ninjas foram usados por Rokaku Yoshikata em sua campanha contra o Daimyo Dodo que havia se refugiado no castelo de Sawayama. Como o cerco ao castelo já durava muitos dias, sem possibilidade de vitória, Yoshikata resolveu empregar o ninja de Iga Tateoka Doshun. Seu esquadrão era composto de 48 homens, sendo 44 da povíncia de Iga e 4 de Koga. Eles se propuseram a utilizar a técnica denominada Bakemono Jutsu (técnica fantasma), e furtando lanternas e bandeiras com o símbolo das tropas de Dodo, disfarçaram-se e postaram-se frente ao castelo, atravessando e adentrando no mesmo como se pertencessem a estas tropas. Uma vez dentro do castelo, atearam-lhe fogo e abriram os portões, permitindo a entrada das tropas de Rokaku Yoshikata.
Da mesma forma como utilizou ninjas em seu favor, Yoshikata também teve que lutar contra eles. Em 1561 Kizawa Nagamasa tentava retomar das mãos de Yoshikata o castelo de Maibara, que ficava ao leste do lago Biwa. Seus generais Imai Kenkoru e Isono Tamba no Kami recebeu a assistência de três Genins de Iga para montar um ataque noturno, como prelúdio de um ataque convencional.
Mas as coisas não saíram como planejado. Por algum motivo os ninjas não conseguiram atear fogo no tempo determinado, e o exército comandado por Imai Kenkoru pôs-se a caminho. O líder ninja sugeriu que ele retivesse sua tropa, mas ele insistiu em prosseguir. Acabou por dar de cara com exército de seu camarada Isono Tamba no Kami, e ambos os exércitos aliados acabaram se defrontando. Muitos foram mortos antes que o engano fosse desfeito. O castelo foi incendiado e os dois exércitos uniram-se para atacá-lo. O castelo acabou sendo capturado, mas a um custo muito alto.
A corte vivia dos impostos arrecadados em terras de sua propriedade e com dinheiro fornecido pelo Shogunato Muromachi. Mas, com o total desprestígio do shogun, este deixou de contribuir com as despesas. Por outro lado, os samurais apossaram-se das terras pertencentes à família imperial. Assim, a corte passou por tremendas dificuldades financeiras, não podendo iniciar a reparação do palácio imperial danificando pelas guerras e pelo tempo.
Durante este longo período de decadência do shogunato de kyoto, o imperador veio a tomar conhecimento da fama de um samurai que viria transformar a vida de todos os ninjas. Seu nome era Oda Nobunaga, descendente da família Taira, que serviria o conselheiro do shogun, na província de Owari (Aichi Ken). Nobunaga era audacioso e o shogun ordenou-lhe que restituísse ao trono imperial as terras invadidas pelos samurais opositores. Tendo agido com pulso firme e vencido a contenda, Nobunaga foi requisitado pelo irmão do shogun Yoshiteru Ashikaga, que havia sido assassinado, para que o ajudasse a dominar a situação de revolta e retomar o poder. O samurai que agora havia se tornado general dirigiu-se a Kyoto e à frente de suas forças proclamou Ashikaga como shogun. Mas estes não eram os reais planos deste astuto general. Apoiando o movimento popular para a fidelidade e dedicação à corte imperial, Nobunaga tinha o intuito de aos poucos conseguir cada vez mais apoio e consideração perante o povo e o imperador.
Agindo dessa forma, Nobunaga colecionava vários inimigos e foi alvo de inúmeras tentativas de assassinato. Em 1571 Rokaku Yoshisuke que teve sua província de Omi invadida contratou o ninja de Koga Sugitani Zenjubo, que possuía uma habilidade incomum no uso do mosquete de cano longo. Zenjubo esperou que Nobunaga atravessasse o Passo de Chigusa entre as províncias de Mino e Omi e atirou duas vezes. Talvez pela distância e pelo tipo do armamento da época, os projéteis foram absorvidos pela armadura do general, que somente foi atirado ao chão. Zenjubo escapou para as montanhas mas foi preso quatro anos depois, torturado e morto. Um claro exemplo de como os ninjas desenvolveram, muito antes dos ocidentais, o conceito de "sniper" (atirador de elite), tão atual nas guerras modernas.
O shogun Ashikaga confiante inicialmente em Nobunaga, mas com o crescimento de seu prestígio, também planejou uma forma de assassiná-lo.
Este plano incluía a contratação de um famoso ninja, muito respeitado na época, de nome Goemon Ishikawa, discípulo de Sandayu Momochi, um dos grandes Jonin do Iga ryu. Goemon era um dissidente de uma família de Iga e usava seus conhecimentos em proveito próprio.
Conta a lenda que Goemon permaneceu por dois meses somente estudando as maneiras que poderia entrar no castelo de tão protegido general. Quando conseguiu seu intento, Goemon livrou-se de alguns guardas pessoais de Nobunaga e alcançou o forro do castelo. Perfurando as tátuas que o compunham, ele vislumbrou a figura do general dormindo em sua cama. Atravessando o buraco do teto com uma finíssima linha, ele despejou um mortífero veneno que tinha como destino a boca do sonolento Nobunaga. Por uma questão de destino, no momento em que a gota pingava na ponta da linha o general virou-se em seu leito e por uma graça da sorte recebeu o veneno em seu rosto. Despertou rapidamente ainda em tempo de ver o sorrateiro Shinobi Goemon desesperadamente evadindo-se do castelo. Este episódio marcou a vida de Oda Nobunaga indelevelmente.
Com o fracasso da tentativa de assassinato de Nobunaga, o shogun Yoshiaki Ashikaga foi expulso de Kyoto, no primeiro ano da era Tensho (1573). Assume assim Oda Nobunaga, construindo para sí uma fortaleza em Azuchi. Neste mesmo ano Nobunaga sofreu outra tentativa de assassinato, por um certo Manabe Rokuro, vassalo do daimyo Hatano Hideharu. Oda havia destruído a família Hatano e esse vassalo havia sido instruído a obter a vingança. Ele tentou entrar silenciosamente no castelo de Azuchi e apunhalar Nobunaga enquanto ele dormia, mas foi descoberto e capturado por dois guardas. Ele cometeu o Seppuku e seu corpo foi colocado no mercado da cidade, para desencorajar outros que tivessem a mesma intenção.
Por sua influência e amizade com os jesuítas e padres cristãos, este castelo viria a ser conhecido por suas belezas até no ocidente, onde o Papa teria recebido um relatório de obras. Essa união entre cristãos desencadearia uma perseguição às seitas budistas, que culminaria com a invasão das províncias de Koga e Iga e a consequente diáspora dos ninjas.
Oda Nobunaga antipatizava com a figura do guerreiro shinobi muito antes de ter sofrido o atentado particado por Goemon. A figura do ninja era e ainda é mistificada em todo o japão. Atribuíam-lhes todos os poderes místicos imagináveis.
Após a subida de Oda Nobunaga ao poder e sua aclamação como shogun, a aliança surgida com os cristãos intensificou-se, inclusive com a criação na capital de um bairro exclusivo para os missionários jesuítas. E com a perseguição as seitas budistas, Nobunaga comandou um massacre em Iga e destruição de aldeias em Koga.
A primeira grande matança ficou conhecida como o massacre do monte Hiei, onde o shogun dizimou mais de 10.000 pessoas. O exército do shogun era o mais bem equipado da época, possuindo esquadrões de mosqueteiros, armados com carabinas compradas dos portugueses.
Não satisfeito com o massacre, oito anos depois, junto com seu filho Katsuyori, reuniu 46.000 homens para investir contra os ninjas de uma vez por todas. Arrasaram a província de Koga, aonde poucos foram os sobreviventes, obrigados a abandonar seus lares e peregrinar pelo japão incognitamente. Após a vitória em Koga, este exército investiu contra a província de Iga, arrasando-a na batalha de Tensho Iga no Ran.
Uma última tentativa de assassinar Nobunaga foi feita por um grupo formado pelos ninjas Kido, Harada e Jindai. A tentativa ocorreu quando Oda Nobunaga viajou para Iga para observar os resultados da invasão e quando chegou num lugar chamado Ichinomya, os três ninjas dispararam canhões de diferentes ângulos. A explosão destruiu o local onde Nobunaga e seus seguidores estavam, entretanto, Nobunaga conseguiu sobreviver apesar de sete de seus guardas pessoais terem morrido.
Momochi Sandayu conseguiu escapar das tropas de Nobunaga com alguns de seus ninjas. Fugiram para a vila Hyugu, onde Momochi escondeu-se até 10 de junho de 1582, nessa data veio a notícia de que Oda Nobunaga havia sido assassinado por seu próprio general Akechi Mitsuhide.
Com a morte de Nobunaga, coube ao seu general Hideyoshi Toyotomi a tarefa de unificar o país. Iniciou campanhas militares que colocaram as províncias de Shikoku, Kyushu, Kanto e o norte de Honshu sob controle.
Akechi Mitsuhide iria caçar todos os daimyo que estivessem em condição de suceder Nobunaga, então Ieyasu Tokugawa que estava visitando a província de Sakai, buscou auxílio ao lendário Hattori Hanzo Masahige, jonin do Hattori Ryu de Iga para atravessar a região. Hanzo reuniu forças com os membros do grupo de Taro Shiro Mitsuhiro, jonin do Koga Ryu para alcançar seus objetivos, que hospedou Tokugawa até que fosse possível a viagem. 
O ninja mais famoso da história foi, sem sombra de dúvida, Hattori Hanzo Masahige (1541-1596). Sua família era conhecida por reger a parte central da província de Iga. Devido à sua habilidade tremenda, aos 16 anos de idade já era conhecido como "Hanzo o fantasma", e mais tarde como "Hanzo o demônio".
Hanzo Hattori morreu em uma batalha naval, em 4 de Dezembro de 1596, quando comandava uma frota que lutava contra os Ninja de Fuma Ryu em Kanagawa. Após a sua morte, muitos de seus descendentes adotaram o nome de Hanzo Hattori. Por este motivo acredita-se que diversos feitos da lenda Hattori Hanzo, entre eles a autoria do Ninpiden (texto clássico do ninjutsu), tenham sido na verdade desempenhados pelos sucessores e erroneamente transmitidos entre as gerações como de Hattori Hanzo Masashige.
Hideyoshi continuou sua missão de vingar seu antigo mestre Nobunaga e marchou para Kyoto, onde venceu Akechi Mitsuhide na batalha de Yamazaki. Ao vencer o clã Hojo em 1590 ele recompensou Tokugawa dando-lhe estas províncias.
Com a morte de Hideyoshi em 1598 e tendo seu filho Hideyori apenas cinco anos, iniciou-se um conflito político entre os daimyo para escolher aquele que seria o tutor do sucessor do shogun. Ieyasu aumentou gradativamente sua influência perante os outros senhores feudais, mas obviamente teve opositores. A crise se agravou, o que veio a resultar na batalha de Sekigahara, no ano de 1600,entre os exércitos de Ishida Mitsunari e Ieyasu Tokugawa, a maior batalha já ocorrida no japão até aquela época.
Os ninjas de Koga auxiliaram o exército de Tokugawa na defesa do castelo onde cerca de 100 shinobis morreram.Entre os partidários de Tokugawa, estava Ii Naomasa que comandava os "demônios vermelhos" em combate contra os mosqueteiros do exército de Shimazu.
Mas Naomasa foi atingido por um disparo e foi socorrido por um fiel vassalo seu, Miura Yoemon, um Jonin de estilo de Iga Ryu.
As tropas de Ieyasu Tokugawa venceram o confronto, garantindo assim a sua subida ao poder, institucionalizando-se o serviço dos clãs ninjas como oficiais nos serviços de espionagem do shogun, criando então o primeiro serviço secreto do japão feudal.
Mas logo os ninjas voltaram à ação do campo de batalha, pois Hideyori, agora adulto, queria vingar seu pai Hideyoshi retomando para si o título de shogun. Refugiou-se no castelo de Osaka, e Tokugawa foi obrigado a cercá-lo, para sufocar o levante o quanto antes. No inverno de 1614 as forças do shogun cercaram o castelo, utilizando-se de ninjas de Iga e Koga, sob o comando de Hattori Masanari e Yamaoka Kagetsuge. Um dos líderes do exército samurai foi Ii Naotaka, sucessor de Ii Naomasa, dos "demônios vermelhos" que mantinha Miura Yoemon como seu conselheiro. Em 1615, o exército e os ninjas de Tokugawa venceram as defesas do castelo de Hideyori. O castelo foi dominado e Hideyori cometeu seppuku enquanto o castelo queimava.
O japão permaneceu em paz até 1638, quando um grupo de dez ninjas de Koga foi mandado para ajudar os atacantes do castelo de Shimabara, onde diversos camponeses e cristãos haviam iniciado uma revolta. O ninja mais velho desse grupo tinha 60 anos e era veterano de batalhas anteriores.
A partir de 1716, com a subida do shogun Tokugawa Yoshimune, o ninjutsu começou ainda mais a ser utilizado institucionalmente. Yoshimune trouxe seus próprios ninjas de Kii para que trabalhassem em Edo (atual Tokyo). Entretanto os ninjas aos poucos entraram em decadência, não realizavam mais missões como antigamente, as ações ninjas limitaram-se aos serviços do shogunato e as lições aprendidas com sangue foram aos poucos esquecidas, e muitos ninjas passaram a ensinar o ninjutsu apenas entre o círculo familiar. Assim devido a pouca documentação dos períodos posteriores ao fechamento dos portos aos estrangeiros a sociedade achava que eles haviam se extinguido...
Devido à alta tributação os agricultores levavam uma vida penosa e miserável. A lavoura passou a decair em sua produção e a fome e a miséria assolavam o japão. As rebeliões de camponeses começaram a surgir, contra a má administração dos funcionários e daimyos feudais.
Foi quando no ano de 1853 chegou ao japão a comitiva do comodoro americano Matthern Calbaith Perry, com a prosposta de estabelecer o comércio com o japão, na tentativa de reabrir os portos.
O shogun usando seus espiões comandados por Sawamura Jinsaburo Yasusuke, um ninja de Iga, ordenou que fossem sigilosamente à bordo dos navios e descobrissem as reais intenções dos americanos. Pelo desconhecimento da língua, os documentos retirados dos navios não tinham nenhuma importância significativa e atualmente encontram-se expostos num museu de Tokyo.
Os remanescentes dos ninjas que permaneceram ligados ao exército foram utilizados novamente durante a guerra russo-japonesa ocorrida no começo do século 20. Em 1904, soldados especiais do exército imperial utilizaram métodos ninjas para tomar uma fortaleza russa em Port Arthur, na china, pondo fim aos desentendimentos russo-nipônicos. A história silencia novamente a movimentação ninjas à partir dessa data...
O ninjutsu como forma de espionagem pelo Estado japonês reapareceu nos eventos ocorridos um pouco antes e durante a segunda guerra mundial.
Em setembro de 1931, forças ninjas pertencentes ao exército imperial japonês mandaram pelos ares a ferrovia Sul-Manchuria, na china. Foi o início do incidente japonês com os chineses que culminou com a invasão da Manchúria pelos japoneses imperialistas.
O incidente atingiu maiores proporções em 1937, quando a invasão japonesa chega às portas de Pequim. Atividade ninja nessa época era intensa. Muitos mestres de ninjutsu participaram das campanhas na china, normalmente como espiões ou guarda-costas de autoridades. As informações obtidas pelos ninjas espiões versavam sobre o material bélico inimigo, movimentação de tropas, entre outros.
A Koga Ryu sobreviveu no meio do século 20 devido a um homem, Seiko Fujita (1899-1966), embora ele fosse enfático ao afirmar que seus conhecimentos de ninjutsu morreriam com ele. Ele se dizia o décimo quarto soke da Koga Ryu, mas não existe prova alguma de que isto seja verdade. Ele liderou várias unidades especiais durante a segunda guerra mundial, além de ter aprofundado suas experiências na escola de espionagem de Nakano como instrutor. Seiko treinou seu filho bastardo com inúmeras técnicas entre elas,  ele ensinou ninpo, Tanto jutsu e Jujutsu (jiu-jitsu). Atualmente ele permanece escondido devido ao seu envolvimento com a Yakuza. Uma história fica difícil de dizer se é verdade ou não se ele permanecer escondido.
Quando Seiko Fujita era criança seu irmão mais velho tomou uma surra de vários adolescentes, foi então que Seiko pegou a  espada do seu  pai  e  foi atrás dos agressores. Ao verem  o menino com um  sabre  na mão  e  seus  olhos  injetados de  sangue, os adolescentes saíram correndo, muitos adultos que foram alertados pelos gritos, tentaram conter a fúria de Seiko, que por uma raiva incontrolável acreditou naquele momento que todos eram seus inimigos, 11 pessoas foram seriamente feridas pelo sabre. Após este acontecimento, Seiko foi levado para um templo budista onde permaneceu quase um ano vivendo como um verdadeiro monge. Certa vez, o filho de um benfeitor do templo foi chutado e jogado contra uma cerca que estava sendo pintada ao  (segundo o próprio Seiko) ter-lhe faltado com o devido respeito, pois ao ver o tom desrespeitoso do garoto, Seiko não teve dúvidas, partiu para a agressão. Por causa deste outro acontecimento, Seiko teve que ir embora do templo. Há uma história ocorrida antes da segunda guerra mundial referente à Seiko Fujita. Em uma ocasião um Yakuza ouviu falar da reputação  de  um homem invencível chamado Fujita e foi ao seu encontro. Seiko marcou este encontro num restaurante  e  levou  consigo um amigo jornalista, que foi quem relatou esta história. No restaurante havia pouca carne... então Seiko pediu ao garçom apenas saquê, uma tigela de água fervente e um pano. Um membro da Yakuza que queria ter um "papo" com ele, ficou de olhos arregalados com o que viu: Seiko pegou uma faca e cortou um bife da própria perna sem manifestar um mínimo esboço de dor, mergulhou o pedaço de carne humana na água fervente, estancou o sangue com o pano ensopado de saquê e ofereceu a carne ao Yakuza e ao jornalista que estava sentado na mesa com ele. O Yakuza saiu imediatamente do restaurante sem ao menos se despedir todo atrapalhado...  
Em 1941, o japão efetua o ataque à esquadra americana em Pearl Harbor e é declarada a guerra entre o japão e os estados unidos.
Durante o início da segunda guerra mundial, alguns historiadores relatam que Seiko Fujita teria treinado um batalhão de guerreiros ninjas de mais de 2.500 homens que efetuaram uma guerra de guerrilha nas selvas de Burma e no Pacífico sul. As missões consistiam em obter informações sobre o inimigo, matar o máximo de americanos e sabotar os preparativos para as invasões. Depois de 4 anos de guerra, somente 14 homens deste batalhão retornaram com vida. Entre estes sobreviventes estava Hiro Onoda, tendo treinado na escola de espionagem de Nakano, permaneceu nas florestas de Burma por mais de 30 anos. E o governo filipino havia feito inúmeras tentativas para retirar os japoneses das florestas. Os ninjas da vida real não têm superpoderes, entretanto, alguns com anos de prática são capazes de fazer coisas medonhas.
Em 1972 o exército filipino entrou na floresta com a missão de retirar à força os remanescentes japoneses que estavam lá desde a segunda guerra, durante a investida, vários soldados filipinos foram mortos. Mas em 1974 todos que sobraram saíram com um pedido formal do governo japonês.
Após a segunda guerra o ninjutsu voltou para as sombras novamente, e os primeiros praticantes do ninjutsu a ir para o ocidente entraram na américa através do canadá. O próprio Hiro Onoda mudou-se para o Brasil nos anos 70, comprando uma fazenda no centro-oeste. 
Então os primeiros ocidentais receberam treinos de ninjutsu, entre eles está Stephen K. Hayes, o primeiro ninja norte-americano. Após sua viagem ao japão foi aceito pelo soke Masaaki Hatsumi, que é considerado o último grande soke do japão, e é o japonês mais conceituado no mundo ninja atualmente, herdeiro das 9 grandes escolas marciais, mas há outros como Ashida Kim (tido como louco), que assim como Masaaki Hatsumi, escreveu vários livros sobre ninjutsu, e durante algum tempo surgiram rumores sobre a ocorrência de atritos entre a Bujinkan (do soke Masaaki Hatsumi) e a sociedade do Dragão Negro (Ashida Kim). Entres os outros ocidentais praticantes de ninjutsu que hoje são conceituados como Robert Bussey (que foi um dos primeiros praticantes ocidentais do ninjutsu). Entre outros ocidentais de outros países também são precursores do ninjutsu no ocidente como Lubos Pokorny, Ruy de Mendonza, Christian Petrocello, Ernani Bastos, Jorge Canelas, José de Souza, Half Wendel , Bernard Bordas, entre outros, e espalharam o ninjutsu nos Estados Unidos, Espanha, Portugal, Alemanha, República Tcheca e inúmeros outros países, inclusive o brasil.
O soke Nachimo estudou ninjutsu com Seiko Fujita antes e durante  a segunda guerra  mundial.  Mestre  Nachimo  morreu de  infarte  sem passar o  título de  soke a  ninguém em 1992.  É  tradicional  na prática de Koga mudar o nome da escola para o nome do novo soke à receber o título, o que torna rastrear a sua descendência difícil, e o fato é que a escola tradicional treina menos que 9 alunos de uma vez, reduz drasticamente o número de pessoas que são praticantes. Ryan Taylor estudou com Nachimo e atualmente administra uma das escolas Nachimo Ryu Koga ninjutsu.
No brasil, existem algumas associações de ninjutsu de vários estilos, e entre os praticantes mais conhecidos aqui no brasil está o shidoshi Rodrigo Muller que ensina o estilo Sho Kumo Ryu Ninjutsu, ele foi discípulo direto de Yoshiaki Yamato (fundou a Sho kumo Ryu em 1956 no japão). 
Yoshiaki Yamato lutou na segunda guerra mundial e estudou na escola de espionagem de Nakano. Atualmente o representante máximo deste estilo é o irmão do fundador Toshiro Yamato. Algumas escolas tradicionais do ninjutsu questionam a autenticidade da Sho Kumo Ryu ninjutsu como a tão conceituada Bujinkan.
Há outros graduados em ninjutsu de vários estilos aqui no Brasil como André Renovato, Cicero Melo, Klevin Gatte, Rogério Lima, Renan Zerbini, Fabio R. Robin, Rômulo Lima, Aldani Campos, Ronaldo Rangel, Felipe Muniz, Kleitor Franklint e vários outros.
É só procurar os Dojos que normalmente são achados em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso, Amazonas, Amapá, distrito federal. Em outros lugares aqui no Brasil provalmente ainda não existem. Muitos instrutores de ninjutsu ao redor mundo dão aulas para esquadrões de elite como a Swat, Gsg9, Seal, Delta Force, SaS,ect. e/ou possuem empresas de segurança onde normalmente são instrutores de tiro.
Rodrigo Muller, por exemplo, além do ninjutsu tem treinamento com os melhores especialistas nas áreas de operações especiais, tiro de combate, resgate de reféns e segurança V.I.P. 
Vale lembrar que o ninjutsu como era nos tempos feudais não existe mais, pois o último autêntico ninja na ativa foi Takamatsu Toshitsugu, o que existe hoje é a preservação desses ensinamentos milenares que passam de soke para soke.
Este texto tem várias fontes ainda colocarei as fontes.