sábado, 3 de março de 2012

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Ninjutsu Moderno 忍術

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Frase da semana - "Um homem, só por querer, faz mais do que dez por dever."
Artigos pergaminho

Aqui estão artigos sobre artes marciais, conceitos e treino no geral, escritos por mim. Alguns já são antigos, com vários anos de existência, e outros são mais recentes. Clique em cima do artigo que quiser ler, na lista disposta nesta secção. Alguns dos artigos também se encontram dispostos nos níveis de 1 a 5 do Programa Técnico, integrados como lições do mesmo programa.




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O que é Ninjutsu Moderno?

                           Sistema e Filosofia


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                   O que é Ninjutsu Moderno?


É uma combinação entre o Ninjutsu tradicional, actualizado para ser eficaz nos tempos de hoje, e outras artes/sistemas. Neste sistema, aprendem-se muitas habilidades, não só de "luta". Primeiro, tentamos construir bases à volta das "forças e fraquezas" do praticante:

Uma arte marcial típica já tem em si definido do que é composta. O estilo, Tae Kwon Do, Wing Chun, Hapkido, Aikido, Karate ou Judo, já vem "dentro da embalagem". Quando o aluno chega, o trabalho do instrutor é ensinar-lhe o conteúdo dessa embalagem e fazê-lo moldar-se às respectivas especificações. Esta é a maior razão porque o Ninjutsu Moderno não é uma mera Arte Marcial. Em vez disso, é como uma ciência, em que se trabalha para se desenvolver à volta da embalagem do praticante, procurando não criar guerreiros monótonos.  

Este sistema de treino consiste em técnicas de artes marciais que preparam o praticante para a realidade. A preparação para uma luta corpo-a-corpo real não se constrói com técnicas antiquadas ou que dão mais valor ao aspecto estético.  Um guerreiro bem preparado está pronto para enfrentar qualquer tipo de situação em qualquer ambiente. Como pode uma arte marcial autodenominar-se um sistema eficaz e completo quando essa mesma arte marcial impõe limites para a sua prática?

A maior parte dos praticantes de artes marciais nunca sai do conforto de um Tatami ou de um Dojo, acabando por repetir técnicas sempre dentro do mesmo ambiente. Ao fazer isto, eles estão somente a preparar-se para executar aquele tipo de acção apenas num contexto pré-definido. Um dos grandes benefícios de treinar artes marciais em casa ou em outdoors, fora do Dojo, através de um "programa de estudo em casa", é o facto de só se impor os limites que se quer e criar todos os cenários de luta possíveis e imaginários.
O praticante de Ninjutsu Moderno irá treinar e desenvolver em vários aspectos, tanto físicos como mentais. Os praticantes encontrarão em cada aula, cada treino, algo diferente, e ainda vão obter o essencial para o crescimento em direcção a um uso natural da mente, corpo e espírito. Devido à versatilidade do Ninjutsu Moderno, o praticante não fica no tédio a repetir as técnicas, porque irá sempre fazê-lo em contextos diferentes.

Ninjutsu Moderno não é apenas uma combinação de técnicas de várias artes ou sistemas. Apesar de ter um background de técnicas de Ninjutsu, Full Contact Kickboxing, Jiu-Jitsu, Karate e Krav Maga, ultrapassa as limitações destes estilos. Ninjutsu Moderno é o que o Ninjutsu tradicional já foi um dia no Japão Feudal: realístico, práctico, eficaz e até mesmo divertido de aprender. Não há limitações do tipo ter um "murro ninja", que limitam a aprendizagem e criatividade de um verdadeiro guerreiro. 

O verdadeiro guerreiro usa informação, conhecimento, senso comum e compreensão como instrumento para o seu crescimento, não usa nada como uma regra ou limitação. Apesar de se aprender e praticar practicamente todos os aspectos das artes marciais e outras habilidades ou ferramentas, na seguinte lista estão as áreas onde nos focamos mais neste sistema:
  • Flexibilidade e respiração 
  • Condição física 
  • Visualização e meditação 
  • Princípios do combate 
  • Treino de corpo-a-corpo e armas 
  • Ginástica
  • Socos/pontapés 
  • Luta no chão e grappling
  • Estratégias mentais para o sucesso 
  • Controlo da mente e habilidades da memória 
  • Armas e ferramentas de treino naturais e artificiais
  • Treino em tipo o tipo de ambiente e situações
  • Uso de objectos do quotidiano para ajudar ou assistir na luta/auto-defesa
  • Invisibilidade
  • Conhecimento geral do mundo e seu funcionamento
O Ninjutsu Moderno não está limitado às linhas de orientação acima descritas.  Fazer uma lista ou rotular o tipo de treino que fazemos vai contra o princípio de não termos limitações. O que está acima é apenas uma indicação ou apresentação do que é o Ninjutsu Moderno. Concluir esta lista é impossível, porque estamos sempre em constante actualização.
Eu acredito que é o homem que faz a arte, e não o contrário. Isto é dizer que, apesar do Karate básico não ser um sistema muito realista de defesa pessoal, não quer dizer que não hajam karatecas bastante eficazes numa luta. Há pessoas que fazem tudo muito bem, não importa qual o estilo em que as ponhamos. Porquê? Porque o praticante é o estilo. 

Os cinturões negros já não são o que eram...
Devido a este sistema não impor limitações, o praticante desenvolve a um ritmo muito mais rápido. Este ritmo de desenvolvimento é normalmente 3 vezes mais rápido que numa escola normal de artes marciais. Um aluno de Karate normalmente vai para a aula e é forçado a comportar-se como o cinto branco, amarelo ou verde que é. Faz coisas de cinto branco, amarelo ou verde. Um praticante de Ninjutsu Moderno escolhe a que nível está. E isto não quer dizer que se comece a construir a casa pelo telhado. Claro que têm que existir bases, mas bases são uma coisa... limitações são outra. Isto é difícil de explicar, mas é um factor muito importante no desenvolvimento do praticante. Claro que isto tem que ter uma quantia considerável de senso comum envolvido... Um principiante não pode começar logo a lutar contra 4 adversários simultaneamente ou a desarmar um indivíduo que lhe aponte uma arma de fogo...

Numa escola tradicional, o aluno leva bastante tempo a desenvolver, precisamente porque está limitado ao seu estilo. No Ninjutsu Moderno, tenta-se evitar isto e faz-se com que o praticante execute desde a técnicas mais básicas às mais complexas, seja em que nível de treino ele se encontre.

As pessoas podem pensar que o praticante vai aprender coisas sem ter bases, mas não é o caso... Como foi referido acima, não se vai construir uma casa pelo telhado... e o básico será ensinado, sim...  

Outro ponto a trazer à superfície é o realismo. E isto tanto vale para o Ninjutsu como para outras artes marciais. Tentamos manter o realismo no treino. Daí que o praticante não se vai encontrar nunca a fazer parte de uma linha de homens a executar socos directos e a gritar números. Temos treino básico, mas é sempre diferente e flexível. Mantém-se a disciplina sem degradar o estudante. E em vez de alguém lhe ordenar repetidamente que faça isto ou aquilo, ele vai querer fazer por si próprio.
Para mim, "realista" é algo simples a este ponto:
  1. De que forma iria alguém dar-lhe um soco, na rua?
  2. Como reagiria ou responderia?
Eu não vejo muita gente na rua dar murros da mesma forma que se ensina na maior parte das escolas de artes marciais tradicionais. Então, temos alunos a praticar defesas contra formas de ataque que não existem ou são improváveis de acontecer. Temos que praticar técnicas e efectuar movimentos que provenham de impulsos, movimentos e reacções naturais.

Muitas vezes, até no Ninjutsu Moderno, podem-se ensinar técnicas que não pareçam realistas, mas essas técnicas servem apenas para desenvolver um tipo de soco ou pontapé, não para utilizar em defesa pessoal. E o aluno será logo informado disso.

Muitos praticantes pensam que ao ser atacados na rua, irão responder com a técnica número 1 ou número 2 para aquele ataque. Este conceito é ridículo e irrealista. Cada ataque é único e cada defesa ou habilidade, também. E tudo o que treinamos são peças de um puzzle enorme. Nunca sabemos qual técnica iremos usar em caso de ataque. Iremos sim utilizar o treino e adaptar à situação em si. 

Temos que nos mentalizar de que um atacante não vai atacar com um soco e esperar que nos defendamos.

O atacante não vai também "congelar" com o braço esticado (como se vê em muitas escolas) e ficar naquela posição enquanto dançamos a "dança da morte" à volta dele...

A maioria das escolas ensinam uma estratégia de defesa tipo "1-2". Na rua, a adrenalina corre a sério, e gostemos ou não, dar um golpe no pulso do agressor ou mesmo enfiar-lhe um dedo num olho, vai apenas interromper um padrão de movimento, não vai acabar com a luta. É apenas um meio para ajudar a neutralizar o ataque e permitir que se faça algo mais a seguir, como uma técnica que provoque o K.O. do adversário, uma imobilização ou um estrangulamento. Há pessoas que podem ser pontapeadas nas partes baixas e nem sequer dão conta, no momento... É por isto que o treino realista é tão importante. Muitos praticantes de artes marcias pensam que se sabem defender porque é o que fazem nas aulas... Contudo, nas aulas, o adversário é ensinado a ir ao chão sem luta. 

Não digo que devemos dificultar o treino fazendo força para não cair ou atacando de maneira diferente ao que está a ser ensinado. Aliás, no treino não podemos mesmo pontapear um adversário nas partes baixas... Mas, PODEMOS oferecer um pouco de resistência ao companheiro de treino e respostas naturais ao que ele está a executar, sem dificultar demasiado, para não prejudicar o treino. Temos que aprender a esperar o inesperado e a executar as técnicas, seja em que circunstância for.
Em Ninjutsu Moderno, não há graduações. Cada praticante está ao seu próprio nível. Espera-se apenas fazer o melhor de si mesmo. Assim, qualquer um, independentemente da sua idade, sexo, condição, profissão, etc. pode ser praticante. E é esse o objectivo.

A meta é o desenvolvimento do corpo, da mente e do espírito, não é obter graduações, cores de cintos ou títulos.
Ninjutsu não é apenas uma forma de luta. É uma ciência, uma forma de vida.
Este Ninjutsu não tem muito a ver com aquela imagem dos filmes, do homenzinho vestido de preto e de cara tapada que atravessa paredes, anda sobre a água e se transforma num animal qualquer... Este Ninjutsu procura desenvolver o conceito real, completo e original de "Ninja"... um verdadeiro guerreiro, cujas habilidades vão muito para além de "ser invisível" e "lutar como um demónio".

Qualquer um pode ter um diploma ou um certificado, e muitos instrutores de artes marciais os entregam hoje em dia. Mas nem todos praticam de uma forma realista e eficaz para o que interessa.
O Ninjutsu Moderno é para quem quer deixar as políticas, exames pagos a peso de ouro e as graduações de lado... É para treinar e desenvolver a sério.

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

História e técnicas do Ninjutsu

              História e técnicas do Ninjutsu


A filosofia de vida dos ninjas era chamada de Ninpō (Ninjutsu), envolvendo a adaptação, a liberdade e a perseverança férrea como princípios básicos.
As espadas ninja, conhecidas por Ninja to, eram devidamente adaptadas às suas técnicas. A Ninja to possuía a lâmina reta e menor do que uma Katana (espada samurai), permitindo um uso mais junto ao corpo, um ocultamento e transporte mais fáceis. Pórem nem sempre era comum a utilização somente desse tipo de equipamento, sendo a shinobi katana uma arma também muito popular na época.
Além das espadas, os ninjas utilizavam também vários outros equipamentos e armas, que eram importantes recursos em suas missões. A Kawanaga, ou gancho de agarre, era muito utilizada para ultrapassar muros e similares. Algumas escolas usavam bombas de fumaça Kemuridama para facilitar suas fugas.
Shakens
(ou shurikens), as conhecidas "estrelas ninja", também eram utilizadas amplamente. O Shinobi Shozoku, ou uniforme ninja, tinha por função camuflar o ninja no ambiente, de modo a facilitar a sua "invisibilidade". O uniforme ninja não era totalmente preto como muitas pessoas pensam, pois o preto se destaca mesmo sendo noite, os tons mais comuns eram azul marinho, marrom escuro, e outras tonalidades escuras, pois os ninjas costumavam trabalhar a noite.
Os ninjas também usavam disfarces de camponeses, pescadores, etc. Tudo para facilitar o trabalho como espião.
Também havia mulheres ninja, denominadas Kunoichi. Entre outras vantagens características, as mulheres ninja usavam a sedução (kisha) como arma, pois além de seu treinamento de combate junto com seus companheiros do sexo masculino, também recebiam treinamento na arte da sedução, na arte de elaboração e aplicação de venenos e usavam o Tessen (leque) com lâminas de metal, assim como as das espadas. Atuavam combatendo ou seduzindo homens de alto poder político; com a sedução elas conseguiam maior facilidade em obter as informações de que precisavam.
Os ninjas geralmente buscavam defender suas terras e sua família dos interesses feudais latifundiários. No entanto, alguns clãs shinobi trabalhavam como mercenários e algumas alianças com senhores feudais ocorriam, conforme os interesses políticos do momento.
Entre as inúmeras técnicas do Ninjutsu, estão: a arte da invisibilidade, luta desarmada e armada (envolvendo o manejo de espada, bastão, lança, armas com correntes e outras mais exóticas), pressão de pontos vitais (o que podia levar o adversário a dores insuportáveis ou até mesmo à morte), técnicas de fuga, métodos de caminhar silenciosamente, escalada de obstáculos, luta dentro d'água, envenenamento, hipnose, treinamento de flexibilidade das juntas (o que facilitava fugas de amarras) e, finalmente, a arte dos disfarces, que envolvia também técnicas de dramatização, o que possibilitava o ninja se passar por outras pessoas.
Apesar da tradição de 3000 anos, as primeiras aparições ninja vão ocorrer, no Japão, a partir do século VI até a Era Meiji, no século XIX, a utilização desses agentes como espiões foi aos poucos diminuindo e adentrando, novamente nas brumas da história, para renascerem mais tarde, como, durante a Guerra Russo-Nipônica em 1905 e no período que marca a Segunda Grande Guerra (1939-1945).
Um registro importante é que, enquanto os samurais ainda procuravam entender a eficiência das armas de fogo levadas para o Japão pelos portugueses, os ninjas de pronto já incluíram essas armas em seu arsenal e passaram a utilizá-las em suas operações, pois haviam conhecido-as pelo intermédio de piratas chineses e japoneses.
Fato é que os ninjas, com a Restauração Meiji, foram integrados às forças policiais e militares do Japão e isso ocorre até hoje, não só no Japão, mas no mundo todo. Com isso, o Ninjutsu já é uma arte marcial espalhada pelo planeta e utilizado em larga escala pelos organismos estatais que necessitam do silêncio e da eficiência em suas operações.

História e técnicas do Ninjutsu

A filosofia de vida dos ninjas era chamada de Ninpō (Ninjutsu), envolvendo a adaptação, a liberdade e a perseverança férrea como princípios básicos.
As espadas ninja, conhecidas por Ninja to, eram devidamente adaptadas às suas técnicas. A Ninja to possuía a lâmina reta e menor do que uma Katana (espada samurai), permitindo um uso mais junto ao corpo, um ocultamento e transporte mais fáceis. Pórem nem sempre era comum a utilização somente desse tipo de equipamento, sendo a shinobi katana uma arma também muito popular na época.
Além das espadas, os ninjas utilizavam também vários outros equipamentos e armas, que eram importantes recursos em suas missões. A Kawanaga, ou gancho de agarre, era muito utilizada para ultrapassar muros e similares. Algumas escolas usavam bombas de fumaça Kemuridama para facilitar suas fugas.
Shakens
(ou shurikens), as conhecidas "estrelas ninja", também eram utilizadas amplamente. O Shinobi Shozoku, ou uniforme ninja, tinha por função camuflar o ninja no ambiente, de modo a facilitar a sua "invisibilidade". O uniforme ninja não era totalmente preto como muitas pessoas pensam, pois o preto se destaca mesmo sendo noite, os tons mais comuns eram azul marinho, marrom escuro, e outras tonalidades escuras, pois os ninjas costumavam trabalhar a noite.
Os ninjas também usavam disfarces de camponeses, pescadores, etc. Tudo para facilitar o trabalho como espião.
Também havia mulheres ninja, denominadas Kunoichi. Entre outras vantagens características, as mulheres ninja usavam a sedução (kisha) como arma, pois além de seu treinamento de combate junto com seus companheiros do sexo masculino, também recebiam treinamento na arte da sedução, na arte de elaboração e aplicação de venenos e usavam o Tessen (leque) com lâminas de metal, assim como as das espadas. Atuavam combatendo ou seduzindo homens de alto poder político; com a sedução elas conseguiam maior facilidade em obter as informações de que precisavam.
Os ninjas geralmente buscavam defender suas terras e sua família dos interesses feudais latifundiários. No entanto, alguns clãs shinobi trabalhavam como mercenários e algumas alianças com senhores feudais ocorriam, conforme os interesses políticos do momento.
Entre as inúmeras técnicas do Ninjutsu, estão: a arte da invisibilidade, luta desarmada e armada (envolvendo o manejo de espada, bastão, lança, armas com correntes e outras mais exóticas), pressão de pontos vitais (o que podia levar o adversário a dores insuportáveis ou até mesmo à morte), técnicas de fuga, métodos de caminhar silenciosamente, escalada de obstáculos, luta dentro d'água, envenenamento, hipnose, treinamento de flexibilidade das juntas (o que facilitava fugas de amarras) e, finalmente, a arte dos disfarces, que envolvia também técnicas de dramatização, o que possibilitava o ninja se passar por outras pessoas.
Apesar da tradição de 3000 anos, as primeiras aparições ninja vão ocorrer, no Japão, a partir do século VI até a Era Meiji, no século XIX, a utilização desses agentes como espiões foi aos poucos diminuindo e adentrando, novamente nas brumas da história, para renascerem mais tarde, como, durante a Guerra Russo-Nipônica em 1905 e no período que marca a Segunda Grande Guerra (1939-1945).
Um registro importante é que, enquanto os samurais ainda procuravam entender a eficiência das armas de fogo levadas para o Japão pelos portugueses, os ninjas de pronto já incluíram essas armas em seu arsenal e passaram a utilizá-las em suas operações, pois haviam conhecido-as pelo intermédio de piratas chineses e japoneses.
Fato é que os ninjas, com a Restauração Meiji, foram integrados às forças policiais e militares do Japão e isso ocorre até hoje, não só no Japão, mas no mundo todo. Com isso, o Ninjutsu já é uma arte marcial espalhada pelo planeta e utilizado em larga escala pelos organismos estatais que necessitam do silêncio e da eficiência em suas operações.

A liberdade e a persev filosofia de vida dos ninjas era chamada de Ninpō (Ninjutsu), envolvendo a adaptação, aerança férrea como princípios básicos.
As espadas ninja, conhecidas por Ninja to, eram devidamente adaptadas às suas técnicas. A Ninja to possuía a lâmina reta e menor do que uma Katana (espada samurai), permitindo um uso mais junto ao corpo, um ocultamento e transporte mais fáceis. Pórem nem sempre era comum a utilização somente desse tipo de equipamento, sendo a shinobi katana uma arma também muito popular na época.
Além das espadas, os ninjas utilizavam também vários outros equipamentos e armas, que eram importantes recursos em suas missões. A Kawanaga, ou gancho de agarre, era muito utilizada para ultrapassar muros e similares. Algumas escolas usavam bombas de fumaça Kemuridama para facilitar suas fugas.
Shakens
(ou shurikens), as conhecidas "estrelas ninja", também eram utilizadas amplamente. O Shinobi Shozoku, ou uniforme ninja, tinha por função camuflar o ninja no ambiente, de modo a facilitar a sua "invisibilidade". O uniforme ninja não era totalmente preto como muitas pessoas pensam, pois o preto se destaca mesmo sendo noite, os tons mais comuns eram azul marinho, marrom escuro, e outras tonalidades escuras, pois os ninjas costumavam trabalhar a noite.
Os ninjas também usavam disfarces de camponeses, pescadores, etc. Tudo para facilitar o trabalho como espião.
Também havia mulheres ninja, denominadas Kunoichi. Entre outras vantagens características, as mulheres ninja usavam a sedução (kisha) como arma, pois além de seu treinamento de combate junto com seus companheiros do sexo masculino, também recebiam treinamento na arte da sedução, na arte de elaboração e aplicação de venenos e usavam o Tessen (leque) com lâminas de metal, assim como as das espadas. Atuavam combatendo ou seduzindo homens de alto poder político; com a sedução elas conseguiam maior facilidade em obter as informações de que precisavam.
Os ninjas geralmente buscavam defender suas terras e sua família dos interesses feudais latifundiários. No entanto, alguns clãs shinobi trabalhavam como mercenários e algumas alianças com senhores feudais ocorriam, conforme os interesses políticos do momento.
Entre as inúmeras técnicas do Ninjutsu, estão: a arte da invisibilidade, luta desarmada e armada (envolvendo o manejo de espada, bastão, lança, armas com correntes e outras mais exóticas), pressão de pontos vitais (o que podia levar o adversário a dores insuportáveis ou até mesmo à morte), técnicas de fuga, métodos de caminhar silenciosamente, escalada de obstáculos, luta dentro d'água, envenenamento, hipnose, treinamento de flexibilidade das juntas (o que facilitava fugas de amarras) e, finalmente, a arte dos disfarces, que envolvia também técnicas de dramatização, o que possibilitava o ninja se passar por outras pessoas.
Apesar da tradição de 3000 anos, as primeiras aparições ninja vão ocorrer, no Japão, a partir do século VI até a Era Meiji, no século XIX, a utilização desses agentes como espiões foi aos poucos diminuindo e adentrando, novamente nas brumas da história, para renascerem mais tarde, como, durante a Guerra Russo-Nipônica em 1905 e no período que marca a Segunda Grande Guerra (1939-1945).
Um registro importante é que, enquanto os samurais ainda procuravam entender a eficiência das armas de fogo levadas para o Japão pelos portugueses, os ninjas de pronto já incluíram essas armas em seu arsenal e passaram a utilizá-las em suas operações, pois haviam conhecido-as pelo intermédio de piratas chineses e japoneses.
Fato é que os ninjas, com a Restauração Meiji, foram integrados às forças policiais e militares do Japão e isso ocorre até hoje, não só no Japão, mas no mundo todo. Com isso, o Ninjutsu já é uma arte marcial espalhada pelo planeta e utilizado em larga escala pelos organismos estatais que necessitam do silêncio e da eficiência em suas operações.

Ninjutsu: Arte marcial ou Caminho Espiritual?

                     Ninjutsu: Arte marcial ou Caminho Espiritual?


Quando ouvimos a palavra ninja, pensamos no guerreiro das sombras, aquele que aprece nos filmes de Hollywood, vestido de preto, usando bombas de fumaça e estrelas da morte, que aplica golpes mortais, consegue saltar de um edifício de dois andares, e coisas do tipo. Nunca imaginamos que a Arte Ninja é umas das práticas mais tradicionais e espirituais do antigo Japão que persevera até os dias atuais e seu treinamento se espalha em vários lugares do mundo, tanto na Europa como no Brasil.
Estudando a origem da palavra em sua língua original, o japonês, conseguimos captar um pouco da sua filosofia do Ninjutsu (Arte ninja):


忍
: nin:
pode ter origem em duas palavras
:
          


忍耐
: nintai: perseverança   

忍び
: shinobi: aquele que é invisível

術
: jutsu: Arte

Assim sendo podemos traduzir Ninjutsu de dois jeitos:

            忍術: ninjutsu: Arte da perseverança ou Arte do invisível

        O ninjutsu é muito antigo, pois provém das técnicas de luta e defesa das antigas famílias do Japão feudal, porém a primeira vez que o termo foi usado para designar a Arte foi no século VI d.C. como forma de nomear os guerreiros míticos e misteriosos que moravam nas montanhas e lá desenvolviam uma nova arte: o Ninjutsu.
            Nesta época o Japão estava passando por uma guerra civil, onde os Senhores feudais disputavam terras entre si. Quando um povoado se localizava em um espaço neutro entre dois feudos, era obrigado a pagar impostos para os dois lados, desse modo, a violência contra os camponeses aumentou em muito. Temendo uma guerra ainda maior o Imperador do Japão proibiu o uso de qualquer arma de quem não fosse um samurai ou pertencesse a um exército. Como forma de autodefesa, surgem então a maior parte das artes marciais japonesas, incluindo assim o Ninjutsu.
            O que difere o ninjutsu de outras artes? A Arte ninja surgiu na região de Iga e Koga, região esta montanhosa que se localizava bem no centro do país perto de muitos portos e, portanto, do centro econômico japonês. Por ser assim, este local atraía a presença de vários monges, tanto tibetanos como chineses, que tinham como meta propagar  o budismo seja da linhagem Chan (de onde se originou  o Zen) e da linhagem tibetana (de onde se originou o Shingon : principal religião no Japão atual).
            Nessa época outras religiões eram proibidas, pois  o Xintoísmo era a religião oficial no país, e de acordo com ela o primeiro imperador seria filho da deusa Amaterasu, mantendo assim o poder de forma divina. Em contra-partida o budismo pregava que todo ser humano possuía a essência divina dentro de si. Por este motivo os monges estrangeiros eram perseguidos, e na sua maioria se escondiam em cavernas nas montanhas de Iga e Koga. Tanto as suas práticas como a meditação eram consideradas estranhas ao povo japonês, e muitas vezes os sons dos mantras que estes recitavam eram confundidos como sons e cânticos de Tengus (demônios montanheses da mitologia japonesa). Por este motivo as montanhas passaram a ser lugares temidos, onde só fugitivos ou pessoas que buscavam ficar no anonimato iam para lá.
            Então os primeiros ninjas entraram em contatos com estas filosofias e religiões, assim na prática moderna do Ninjutsu o aluno entra em contato com várias técnicas de desenvolvimento espiritual como estudo de filosofias de cunho espiritual como o Zen e o Tao. Portanto o ninjutsu é considerado pelos seus praticantes muito mais um caminho espiritual do que uma forma de autodefesa, ou luta, apesar do treinamento marcial fazer parte essencial do dia-a-dia do aluno.

Armas: Os 36 bugei no ninjutsu

                 Armas: Os 36 bugei no ninjutsu

Na história das artes marciais japonesas podemos destacar três períodos que são de suma importância para o entendimento do surgimento das Armas nas artes marciais e sua ecleticidade no Ninjutsu.
São elas:
Bugei: Periodo de criação das artes marciais. Quando a maior parte das armas foram inventadas.
Bujutsu: quando um mestre em um tipo novo de técnica ou de arma surgia, ganhando várias batalhas o mesmo ficava famoso, assim sendo, ele era procurado por vários lutadores para que ensinasse estas técnicas. Neste período foram inventados os sistemas de luta, ou seja, a forma com que os ensinamentos pudessem ser passados. Nasce aqui as escolas, dojos e clãs.
Budo: período onde as artes marciais jás sistematizadas passaram por decreto do imperador do Japão a serem entendidas como Caminho Espiritual. (do : caminho).
O ninjutsu só participou ativamente dos dois primeiros períodos, já que ele foi tido como caminho espiritual só nos tempos atuais, pelo trabalho de divulgação da arte pelo grande soke Masaaki Hatsumi da Bujinkan. Isso se deve pois o ninjutsu fazia parte das artes proibidas no Japão, pois em vários momentos históricos, a arte foi usada a favor ou contra o governo japonês.
Por isso tudo o ninjutsu, como falado é composto de 36 bugei, ou disciplinas, existindo aí uma variação entre cada clâ, mas este é o número mais aceito para representar o ninjutsu de forma geral.
Nem todos os bugei são referentes as armas, porém grande parte dos mesmos são grupos de estudos e treinamento das mesmas. Se considerarmos todas as divisões, existe uma gama enorme de armas no ninjutsu, só um mestre 10° dan tem o conhecimento para manusear todos os tipos.
No estilo kanagawa existem 6 armas obrigatórias que são ensinadas desde o primeiro dia de treino:
Bo: bastão
Bokuto/ katana: espada de madeira e katana
Tanto: punhal
Tessen: Leque de aço
Shuriken: armas de lançamento
Ninjato: Espada reta ninja
As armas são classificadas segundo alguns parâmetros:
Alcance: o tipo de arma é dado pelo tamanho do Deai que uma arma possui
Curto: armas onde o ninja precisa estar a uma distância de pouco mais que um punho para ser efetivo o ataque. Ex: shuko tegaki, tanto etc.
Médio: armas que possuem o Deai do tamanho de um braço aproximadamente. Ex: tanbo, katana, ninjato.
Longo: armas que possuem o Deai de pelo menos a distância de dois braços. Ex: Bo, Naginata, Yari
Arremesso: Armas que não possuem um Deai fixo, por serem lançadas pelo ninja. Ex: Shuriken, kunai, Yumi.
Tipo de ataque:
corte
perfuração
contusão
especiais
Forma
maleável
articulada
rígida
flexível
Articulações
não articulada
uma articulação
duas articulação
+ de 4 articulações
Material
madeira
metal
tecido
outros materiais

Kana Dojo

As técnicas e seu treinamento

   As técnicas e seu treinamento

“Para o ninja o impossível é lugar comum”.
O praticante entende esta frase como uma das filosofias do modo de vida do ninja, então em cada treino ele dá o melhor de si por mais difícil que ele seja. Por causa das circunstâncias históricas, a arte ninja é composta por várias técnicas, fazendo com que o seu treino seja árduo e muito eclético.
Dentro das disciplinas do ninjutsu existe uma variedade de treino com armas e técnicas de finalização de luta, mas o que mais o diferencia de outras artes marciais é justamente as técnicas militares. As disciplinas no ninjutsu são conhecidas como “os 36 Bugei”
É bom lembrar que o praticante nem sempre vai aprender todas as técnicas, pois dentro de um clã ou de um dojo, cada aluno se especializa em um determinado número de disciplinas. Para que elas não se percam no tempo, o mestre garante que elas vão ser transmitidas de geração a geração, as ensinando completamente pelo menos a um aluno, geralmente o melhor. Um outro sistema de manutenção destas técnicas é que quando um aluno vai avançando na sua graduação ele pode treinar mais disciplinas para atingir um Dan mais elevado.
As diversas técnicas são organizadas em um sistema de treinamento, de forma que o praticante pode utilizar mais de uma técnica para cada tipo específico de treino. Dentre todos existem cinco que tem uma importância maior, pois tem uma certa ordem evolutiva e de dificuldade:
Kihon: são seqüências curtas de movimento. Varia de um a dez movimentos. Tem o objetivo de aprimorar as técnicas isoladamente, aumentando a agilidade, coordenação, flexibilidade, fluidez e força. Este tipo de treino é aplicado a todo o tipo de técnica possível do ninjutsu desde a luta corporal até o manuseio e combate armado.
Kata: são seqüências maiores de movimento. Não tem um tamanho definido, porém devem ter uma lógica e contar uma história. Aliado ao treino de kata existe o treino de aplicação de técnica, que deixa o kata mais próximo da realidade de um combate verdadeiro. Neste treino objetiva-se a resistência anaeróbica, fluidez de técnica, treino de aplicação de seqüências, propriocepção, coordenação neuromuscular, equilíbrio, agilidade e força. Existem kata(s) de armas e de mãos nuas.
Kumite: é o combate propriamente dito. Este é o primeiro treino que é obrigatoriamente em dupla, pois os dois primeiros também podem ser treinados de maneira individual. O kumite tem níveis de intensidade gradual e pode ser, assim como os outros, com ou sem armas. É necessária resistência aeróbica, pois os combates podem durar até uma hora, pois todos devem lutar individualmente com todos, para haver mais variabilidade técnica. É neste treino que o aluno tenta aplicar as técnicas numa situação real de combate.
Kotombo: é o treino militar de guerrilha onde existe o combate entre equipes. Tem como objetivo principal simular as técnicas de espionagem, infiltração e abordagem. Neste treino colocam-se em prática os conhecimentos da luta bem como os conhecimentos de estratégia militar, que são vistos, por exemplo, no livro “A arte da guerra” de Sun Tzu. As capacidades envolvidas são a concentração, atenção, resistência aeróbica, coordenação dos movimentos, velocidade, agilidade, reflexo e percepção dos sentidos. Pode ter uma duração de quatro horas ou mais.
Campo: é o grande teste do praticante, seria o período competitivo em uma periodização. Os praticantes põem em prática tudo que aprenderam e treinaram. É quando os praticantes atingem o máximo da forma física no final de um ciclo de treinamento. Pode durar de três dias a duas semanas, contando com preparação do campo, construção das bases, e os jogos, que podem ou não ter espionagem.

Kana Dojo

Treinamento mental e espiritual

              Treinamento mental e espiritual

 

 

 

Kobudera Jutsu

Kobudera jutsu são todas as técnicas que envolvem o desenvolvimento do mental e espiritual do praticante do ninjutsu. Considera-se treinamento mental àquele que envolve o desenvolvimento das habilidades e capacidades mentais, e treinamento espiritual é todo aquele que ajuda o praticante a se conectar as esferas e dimensões não-físicas que estamos constantemente em contato.
São consideradas capacidades mentais:
Raciocínio
Interpretação de símbolos
Velocidade de reação ligada a movimetno
Percepção dos cinco sentidos
Visualização/ imaginação
Concentração
Memória
Adaptação a disfunção ou não
Bioquímica cerebral: substâncias produzidas que auxiliam na luta
Mecanismos fisiológicos desencadeados com o treinamento mental
Controle corporal simpático e parassimpático
As habilidades mentais são divididas em físicas e cerebrais. as habilidades físicas são àquelas que alteram ou interagem com o plano físico da matéria. As cerebrais são aquelas que alteram ou interagem as ondas ou vibrações cerebrais dos seres vivos, homens e animais.
Habilidades físicas
Habilidades cerebrais
Controle da energia interna Ki
kineses físicas: telekinese, criokinese, pirokinese. etc.
projeção da energia
controlar as capacidades mentais
controle da fisiologia corporal
percepção
sensitividade, mediunidade
telepatia,
sugestionamento, hipnose.
controle das emoções
controle do inconsciente

Kana Dojo

Treinamento Complementar Kana Dojo

                               Judo

(O Caminho Suave)
柔道 – Judo: caminho suave, em língua japonesa) é uma arte marcial praticada como desporto, fundada por Jigoro Kano em 1882. Os seus objetivos são fortalecer o físico, a mente e o espírito de forma integrada, para além de desenvolver técnicas de defesa pessoal.
O Judo teve uma grande aceitação em todo o mundo, pois Kano conseguiu reunir a essência do ju-jutsu, arte marcial praticada pelos bushi, ou cavaleiros durante o período Kamakura (1185-1333), a outras artes de luta praticadas no Oriente e fundi-las numa única e básica. O Judô foi considerado desporto oficial no Japão nos finais do século XIX e a polícia nipônica introduziu-o nos seus treinos. O primeiro clube judoca na Europa foi o londrino Budokway (1918).
A vestimenta utilizada nessa modalidade é o keikogi (não confundir com kimono), que no judô recebe o nome de juogi, e que com o cinturão forma o equipamento necessário à sua prática. O judogi pode ser branco ou azul, ainda que o azul seja quase apenas utilizado para facilitar as arbitragens em encontros importantes.
Com milhares de praticantes e federações espalhados pelo mundo, o judô se tornou um dos esportes mais praticados, representando um nicho de mercado fiel e bem definido. Não restringindo seus adeptos a homens com vigor físico e estendendo seus ensinamentos para mulheres, crianças e idosos, o judô teve um aumento significativo no número de praticantes.
Sua técnica utiliza basicamente a força e peso do oponente contra ele. Palavras ditas por mestre Kano para definir a luta: “arte em que se usa ao máximo a força física e espiritual”. A vitória, ainda segundo seu mestre fundador, representa um fortalecimento espiritual.

Taichi Chuan

(Taiji Quan)
A arte milenar do Yin e do Yang.
Quando usamos a palavra Taichi, não imaginamos que ela representa uma das maiores forças do universo, a força que é capaz de transformar o Yin no Yang e vice-versa.
No Taoísmo o Taiji (escrita correta) é responsável por fazer os sopros densos subirem tornando-se os sopros leves e ao mesmo tempo leva a energia superior yang para baixo, dando origem ao que se conhece como 5 Movimentos (Wu Xing).
A expressão Taiji Quan significa “Punho do Taiji”, ou seja, é a arte marcial onde o praticante usa o conhecimento do Taiji a seu favor para devolver o ataque ao inimigo revertendo em uma ação mais tranquila porém mais poderosa. Já a palavra Taiji siginifica “cumeeira Suprema”, dizemos que é a Força que sustenta o Céu e o impede de cair na Terra, ao mesmo tempo que transforma um no outro.
O Taiji Quan faz parte do grupo de artes marciais de caráter interno, e por consequência o seu treinamento está focado no desenvolvimento da Energia interna “Chi”. Como parte da rotina de práticas do Taiji Quan temos:
Kati: conhecido em português como “Forma”. É o modo tradicional de se passar todas as técnicas do Taiji, ao mesmo tempo que serve como maneira de trabalhar e produzir a energia interna, fazendo-a circular pelo corpo por oito vezes seguidas. Sabe-se que a energia do corpo consegue circular apenas 2 vezes durante o dia, acelerando esse processo o taiji quan ajuda na manutenção e melhora da saúde do praticante.
Qi Gong: exercícios de meditação e muitas vezes respiratórios que ajudam na produção do Chi(energia vital), fazendo com que esta seja de melhor qualidade.
Tui Sao: exercícios de aplicação da técnica do Taiji Quan, onde o praticante aprende a usar todos os princípios que regem a luta, ajudando o mesmo a desenvolver a prática da mesma.
Através destes exercícios e mais uma preparação com exercícios de aquecimento e alongamento usando o conhecimento do Taoísmo, o Taiji Quan é uma arte marcial completa, que promove a melhoria na saúde, no condicionamento cardiovascular (como já foi demonstrado em alguns artigos científicos), na flexibilidade e na força muscular. E por ser uma arte de fácil acesso, pessoas de todas as idades podem praticá-lo com certa tranquilidade, pois se trata de uma atividade física de baixa intensidade.
Apesar disso o Taiji se mostra uma atividade complexa, com um nível de dificuldade bem elevada, fazendo com que a coordenação motora seja exigida ao máximo, proporcionando ao aluno uma sensível melhora da Propriocepção(percepção corporal no espaço).
Outro fator interessante é que o praticante de Taiji Quan tem a possibilidade de desenvolver o lado esotérico da Arte, podendo se aprofundar no estudo da Medicina Chinesa e do Taoísmo, além de outros aspectos e conhecimentos próprios do Taiji.
No dojo
No Dojo o estilo de Taiji Quan é o Estilo da Família Yang Tradicional. Os nossos professores são:
Celso Ossamu Kaminishikawahara, praticante de Taiji Quan estilo Yang desde 2000, formado no curso de Instrutores de Taiji Quan pelo Ceamc, Campeão regional de Taiji em 2002, Campeão Paulista de Taiji em 2002, Campeão do Festival Brasileiro de Estudos Internos do Banco do Brasil em 2003. Campeão do XIV Campeonato Brasileiro de Taiji Quan em 2002. Praticante de Pakua Zhang no instuto Cai Wun. Praticante de Ninjutsu desde 1999 (sendo o aluno mais graduado do estilo Kanagawa Ryu no Estado de São Paulo).
Frederico Joaquim de Sousa, praticante de Taiji Quan estilo Yang desde 2002, formado no curso de Instrutores de Taiji Quan pelo Ceamc, Vice- Campeão do Festival de Estudos Internos do Banco do Brasil em 2003, praticante e mestre 5o Dan no estilo de Ninjutsu da família de Kanagawa Ryu desde 1982.

Kana Dojo

A Arte Ninja

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         A Arte Ninja






O Ninjutsu é uma arte marcial milenar japonesa, de caráter tradicional e não competitiva. Não se tem ao certo uma data precisa da sua origem, porém a primeira vez que se usou o termo “Ninja”, para se designar o praticante desta arte, foi por volta do ano 539 d.C. , mas acredita-se que a sua gênese nas artes marciais familiares data de muito tempo antes esta data.
Em primeiro lugar é interessante entender a etimologia da palavra. Sendo de origem japonesa, a escrita ou o kanji de ninjutsu é o seguinte:
Ninjutsu

se pronuncia Nin e pode vir de duas palavras:
nintai- que quer dizer perseverança ou
shinobi- que significa secreto(ou invisível)
se pronuncia jutsu e quer dizer técnica ou arte
Analisando de um outro ponto de vista pela formação da letra pode-se entender assim:
O primeiro kanji é composto por outros dois:

yaiba, ha ou jin que significa lâmina e
kokoro ou shin que significa coração (no sentido de espírito ou sentimento)
assim “nin” pode significar “aquele que entrega o coração à espada”
Pelas duas análises da palavra, podemos chegar a três traduções:
Ninjutsu. Arte da perseverança; arte do secreto ou do invisível; arte daquele que entrega o coração à espada.
Ao contrário do que se pensa a Arte ninja também possui um código de honra e, como toda arte marcial tradicional suas bases filosóficas. Todo pensamento filosófico do ninjutsu tem com obase o Shingon, que é uma derivação do Shugendo ( religião japonesa ancestral, que unificou os conhecimentos e práticas do Xintoísmo com as demais linhas de pensamento do continente como o Taoísmo, o budismo e até o hinduísmo).
As 3 Leis básicas do Ninjutsu
危機を持 - Kiki wo ji
不断連
– Futan Ren
身崩れ
– Mi Kuzure
As 3 Leis básicas expressam o modo de agir ninja perante cada situação, principalmente em combate ou em missão. Pensando no modo de vida hoje, pode-se entender que no dia-a-dia existem várias batalhas a serem travadas, onde estas três leis se aplicam perfeitamente:
Kiki wo ji: “Nunca subestime o inimigo”.
危機を持: Em japonês esta expressão tem um significado mais amplo: “espere pelo perigo”.
O ninja devia ser alguém que sempre estava alerta a todas as alterações ao seu redor, e por isso ele usava todo o seu conhecimento para se preparar para um possível ataque. Neste sentido o seu treinamento o ajudava a deixar natural as reações mais efetivas contra diversos tipos de ataque, fluindo de um modo com o se pudesse advinhar o q seu oponente havia pensado.
Outra ferramenta muito interessante era o treinamento mental que o ninja se dispunha a fazer, que o capacitava com habilidades especiais que o ajudavam a reforçar essa idéia.
Futan Ren: “Nunca vacilar”
Originalmente esta expressão era um pouco mais longa, melhorando assim a compreensão do seu real significado:
連続を断つ事勿れ – Renzokuwo tatsu koto nakare
Siginifica: “Não se deixe cortar a sequência”. O ninja deveria observar as leis da natureza, e uma das mais importantes é aquela que explica a eterna transformação do Yin para o Yang e vice-versa. Pensando desse modo, qualquer atitude deve ser em harmonia com este movimento universal, se uma coisa inexperada acontece, não deve-se entrar em estado de choque, e sim moldar-se àquela situação, e revertê-la em benefício próprio, permitindo assim que o fluxo contínuo entre o yin e o yang seja mantido.
Outra coisa importante em relação a este pensamento é que o praticantae do ninjutsu aprende a entrar em ação quando se pode ter êxito, ou seja, jamais deve-se lutar uma batalha perdida, existe o momento exato para que se consiga atingir a vitória em um determinado objetivo. Seja paciente!
Mi Kuzure: “Nunca trema diante dele” ou “Nunca temer o inimigo”
Esta lei é um complemento da primeira e não deve ser entendida separadamente dela. Assim como a anterior ela também possui uma forma mais antiga que ajuda a entender o seu real significado:
汝身崩らす事勿れ – Nanji mi kuzurasu koto nakare
O seu significado é: “Não se deixe desmoronar diante do inimigo”. A idéia principal desta lei é manter-se firme idependente do ataque ou atitude do seu oponente, dominando assim a luta como um todo, para conseguir aplicar a segunda lei, desse modo vencendo a batalha.
七徳
Shichi Toku – Sete virtudes
儀 Gi ou 正義 Seigi: justiça
勇
Yu: bravura
仁
Jin: compaixão
礼儀
Reigi: comportamento justo
誠
Makoto: sinceridade
名誉
Meiyo: honra
忠義
Chugi: lealdade
As sete virtudes do ninja são como um código de conduta que ele deve seguir. Ao se comparar esse código com o Bushido nota-se a semelhança, pois deve-se lembrar que o ninjutsu foi formado também a partir de clâs tradicionais do Japão feudal, por isso da influência samurai no código.
Além deste código o ninja deveria possuir Tetsu no Kokoro (vontáde férrea), sendo o princípio do domínio de si mesmo.
鉄の心 tetsu no kokoro – vontade de ferro.
Além das sete virtudes e do tetsu no kokoro, cada clã possuía seu conjunto de regras, que hoje em dia é representado no Dojo Kun (regras de dojo) que cada escola possui. São regras simples que permitem uma melhor convivência entre os praticantes da arte, o seu desenvolvimento e a manutenção das tradições do clã de origem.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Ninjutsu

Ninjutsu

Para a povoação japonês e mais tarde para tudo o mundo se difundem umas lendas de façanhas estranhas sobre uns homens e mulheres que por necessidade e profissão vão dar a Japão o cetro no referente a espionagem em todas as suas ramas: informação, contra-informação, sabotagem, etc.; estes são os ninjas, preparados a partir de meninos, na sua mais tenra idade, com um treinamento físico e mental duríssimo chegam a criar tal clima de terror no inimigo que nenhum senhor ou daimio podia permitir-se o luxo de não tê-los ao seu serviço, tanto em guerra como em paz para a sua própria proteção e a do seu território.
   Parece ser que a arte do espionagem foi tratado já num livro chinês, Sun-tzu, cujo autor foi Sun-wu do 500 ao 300 antes de Jesus Cristo. Introduzido no Japão no século VI depois de Jesus Cristo pelo príncipe regente Sotoku, empregando agentes secretos em assuntos de tipo político-civil, com a idéia de conseguir conhecer a verdade entre duas partes em disputa.
   Durante quinhentos anos esta arte do ninjutsu se desenvolve, geralmente, através dos "yama-bushis" ou "guerreiros da montanha". Mais tarde se lhe incorpora uma nova ciência: o "myodo", (ar-te da adivinhação e ciência astrológica), que supõe um novo passo adiante. Em 1185 o clã genyi, rival do heike, mantém relações com os "yama-bushi", introduz o ninjutsu entre os seus bushi ou samurai para defender-se do inimigo heike e dos ainos da fronteira.
   A metade do período heian, o ninjutsu alcança a sua forma fundamental, que contínua até hoje em dia. Em Higa (atual prefeitora de mie) e sob o domínio do clã hatTori, cujos membros eram ninjas por aprendizagem com Yama Bushi e ascetas, estabelecem a escola higa de ninjutsu, dela o mais famoso, Hansho HatTori, que foi espia militar de Tokugawa, antes de que este alcançasse o shogunato e Genji Yoshitsune estabelecem uma escola de ninjutsu em Kisto.
   A partir do ano 1200 a 1336, na época dourada da arte, que continuará durante os quatro séculos seguintes divididos em duas escolas principais: escola higa de ninjutsu, depende dos clãs hatTori e oe; escola koga de ninjutsu, nasce de mais de cinquenta famílias de ninjas nessa província ao norte de Edo (Tóquio). Outra escola é a kusanogui ryu de ninjutsu, nasce no 1300, fundada por Masahige Kusanogui. Escudo de higa-ninjutsu, escudo koga-ninjutsu. Outra delas é fundada pelo mestre Eishichiro Okuse, século XVIl.
   No período tokugawa entram a formar parte da polícia, criada por este e em ocasiões agem como agentes secretos, ficando proibidas as práticas da arte, sob pena de morte. Com a unificação do Japão, aparece a decadência da arte, embora com o uso dos ninjas como polirias ou agentes secretos oficiais do governo central; alguns alcançam a nobreza, sobretudo os dirigentes dos clãs e chegaram sendo daimio ou senhores de províncias.
   Na história moderna se diz e julga que alguns ninjas prepararam aos agentes secretos e espias antes e durante a II guerra mundial, atuando como especialistas para o exército e a armada e ainda para o serviço secreto japonês durante esse período histórico.
   Mentalmente eram preparados no uso de uma interpretação peculiar dos cinco princípios: céu, terra, água, madeira, metal, que num ciclo fechado alguns vencem a outros e por sua vez são vencidos por outros como formas lhes permitiam enfrentar-se às suas necessidades. Fisicamente o treinamento começava a uma idade precoce, quase ao começar a andar, continuando ao longo de toda a vida; este era tremendamente espartano, duro, controlado de perto e amplo na sua formação.
   Mentalmente o treinamento eram totais para permitir-lhes sobreviver ou guardar o secreto da sua arte e missão se eram capturados, ou permanecer longo tempo imóveis ou em difíceis posições, submetidos a temperaturas extremas ou às dificuldades próprias da sua condição ou missão.
   Tecnicamente o estudo da arte lhes levava sendo especialistas em armas normais na sua época, mas com um uso ou aplicações não normais, assim como no das armas e ferramentas específicas da sua profissão. Esclarecemos algo disto:

BUJUTSU:
   - KEN JUTSU E TAI JUTSU: uso da espada.
   - KYU JUTSU: Uso do arco e a flecha.
   - YARI JUTSU: Uso da lança.
   - BISENTO-ALABARDA : curta, com faca crescente.
   - BO JUTSU: arte do pau.
   - KUSARI GAMA JUTSU: arte da foice japonesa com cadeia e bola.
   - KUMI UCHI: Combate sem armas ou jujutsu.

ARTES ESPECÍFICOS:
   - Arte de água: Nadar, flutuar, mergulhar, etc.
   - Punhos ou braços de metal.
   - Escalas: Corda, bambu, combinados; gancho com corda, etc.
   - TEPPO JUTSU: Mosquete, pistolas, canos de madeira, etc.
   - ILUMINAÇÃO: bengalas, candeeiros, velas, etc
   - PÓS LANÇADOS: Cegadores, tossígenos, etc.
   - QUÍMICAS: Ácidos, medicinas, venenos, pólvoras, etc.

SHURIKEN JUTSU - Objetivos lançáveis:
   - ovos especiais.
   - Bo shuriken.
   - Kuruma shuriken.
   - Tsubuta de pedra, etc.

MIMETIZAÇAO; CAMUFLAGEM; DISFARCE:
   - em cidade.
   - no campo.
   - no bosque.
   - no castelo.
   - na casa.
   - na multidão, etc.

   Um exemplo disto o possuímos na divisão que realiza do item o fogo na escola de Eishichiro Okuse, que lhe divide em 6 categorias: 1.° Sinais de fogo, 2.° tochas, 3.° bombas de fumo, 4.° bengalas, 5.° bombas (sons), 6.° bombas incendiarias.
   Outro tanto acontece com uma arma mortal, o arco para o ninja se volta pequeno, portável, ocultável ou dissimulável, dobrável, com o qual poder lançar flechas explosivas, incendiarias ou envenenadas.